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12 de dezembro de 2013

Como ter grandes ideias com mais frequência

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Você provavelmente teria evitado muitos problemas se ideias geniais tivessem surgido na hora certa (e não dias depois de você ter optado por uma solução não tão fantástica). Felizmente, a ciência pode lhe ajudar a aumentar sua cota de ideias – e, quem sabe, evitar algumas dores de cabeça daqui para frente.
Em primeiro lugar, é importante dizer que aquela história de que “o hemisfério esquerdo do cérebro é mais analítico e o direito, mais criativo” não é bem verdade: as três principais áreas responsáveis pela criatividade se encontram nos dois hemisférios.


Na década de 1960, cientistas analisaram pacientes que tiveram a ligação entre os hemisférios cerebrais (chamada “corpo caloso”) cortada e viram como cada um funcionava isoladamente. Sem comunicação direta, eles passavam a impressão de que as tarefas de análise e criatividade estavam separadas, dando origem ao mito que persiste desde então.

A trindade das ideias

As três principais áreas responsáveis pelo pensamento criativo são a “rede de atenção”, a “rede de imaginação” e a “rede de atenção flexível”. Trabalhando em conjunto, elas nos ajudam a coletar informações, encontrar vínculos e analisar o resultado final.
A primeira delas está por trás da nossa capacidade de focar em uma atividade ou elemento (seja ele um problema ou um discurso, por exemplo); a segunda cuida da nossa capacidade de imaginar situações futuras, recordar coisas que já ocorreram e construir outros tipos de imagens mentais; e a terceira, está ligada a nossa capacidade de monitorar o ambiente ao nosso redor (e em nossa mente) e de decidir qual das outras duas áreas deve permanecer mais ativa em cada situação.

Fábrica de ideias

James Webb Young, autor do livro A Technique for Producing Ideas (“Uma Técnica para Produzir Ideias”), ressalta que o entendimento sobre o processo de geração de ideias “exige um árduo trabalho intelectual, por isso nem todos que o aceitam o utilizam”.
Ele resume esse processo (fácil de explicar, mas difícil de absorver) em dois componentes centrais: as ideias (que seriam, nada mais, nada menos, que novas combinações de antigos elementos), e a capacidade de enxergar relações nem sempre claras entre elementos.
Para facilitar as coisas, o primeiro passo é criar um inventário mental com diversos elementos (palavras, sons, cores, expressões faciais, texturas, sabores etc).

O segundo é tomar consciência dos problemas que precisamos resolver para, em seguida, parar de pensar neles – algo que parece contraditório à primeira vista, mas que permite que o subconsciente encontre ou estabeleça conexões entre os elementos.
Se você puder relaxar enquanto isso, melhor ainda, pois as chances de sua mente trabalhar de forma criativa serão maiores. Isso exige uma boa dose de confiança e treinamento.
Por fim, é chegada a hora de analisar as ideias resultantes. “Não cometa o erro de proteger demais sua[s] ideia[s] nessa fase”, aconselha Young. “Submeta-a[s] a uma crítica sábia”.
Assim, você não apenas consegue deixar de lado ideias que não são proveitosas, mas também pode descobrir ainda mais conexões e, quem sabe, “polir” ideias que não eram aproveitáveis no início.
Como todo treinamento, os desafios devem lhe ajudar a se fortalecer, e a cada superação a criatividade estará mais forte e mais propensa a se manifestar em boa hora.
Em tempo: não tenha medo das ideias “ruins”, pois elas são indício de que sua mente está trabalhando, e no meio delas (quase) sempre há alguma que merece ser colocada em prática.

 Fonte: Hypescience.com

29 de agosto de 2013

Seja um gênio: pense como Leonardo da Vinci

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Por Cesar Grossmann em Hypescience.com/
Leonardo era o protótipo do homem renascentista, brilhando em várias áreas como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botanista, músico e escritor.
Se você quiser ser como um Homem ou Mulher da Renascença, tem muito para aprender com ele. Pise nas pegadas deste famoso polímato seguindo seus passos: curiosità,dimostrazione, sensazione, criptico, arte/scienza, corporalità, e connessione.
Leonardo tinha uma curiosità, uma curiosidade insaciável em relação à vida. Estava sempre querendo aprender mais, continuamente buscando a verdade e a beleza. Saber resolver problemas é saber fazer boas perguntas, e para isto você deve cultivar uma mente aberta para expandir teu universo e sua capacidade de explorar o mesmo.
Você pode afiar sua curiosidade mantendo um diário sempre consigo, e anotando nele todas as suas ideias e pensamentos. Tente escrever frases que comecem com “quero sabe porque/como…”, escolha temas ou assuntos para as observações de cada dia, e faça exercícios de escrita livre, reunindo todos os pensamentos e associações que lhe ocorrerem na hora em que ocorrerem, sem fazer edições.
A dimostrazione é o compromisso de testar o conhecimento através da experiência, persistência e uma disposição para aprender com os erros. Você pode começar questionando suas crenças, e vendo quais você nunca testou – são mesmo verdadeiras? A seguir, tente o teste dos três pontos de vista, criando um argumento contra sua crença e um argumento neutro, analisando-os (de preferência com um amigo que tenha um ponto de vista diferente do seu).
Além disso, analise como as propagandas lhe afetam, examine-as, suas táticas e estratégias. Descubra também “anti-modelos”, pessoas cujos erros você não quer cometer – aprenda como evitá-los.
 
A sensazione é o refinamento contínuo dos sentidos, especialmente da visão. O lema de Leonardo era saper vedere, “saber como ver”.
Você pode desenvolver os sentidos praticando seus registros. Comece escrevendo uma descrição detalhada de uma experiência, como por exemplo, um nascer do sol, em seu diário. Aprenda a descrever um cheiro, a desenhar, escute diferentes sons, dos mais tênues como o ruído da respiração ao mais alto, como o barulho do tráfego.


Leonardo tinha uma disposição para o criptico, para abraçar a ambiguidade, o paradoxo e a incerteza. Ele conseguia controlar um senso de mistério. Você pode começar sendo aberto à ambiguidade, mas fique atento à ignorância: não saber algo não faz com que esta coisa seja ambígua. A ambiguidade surge quando você faz algo cujo significado é indeterminado.
Faça-se também perguntas que relacionem dois opostos. Por exemplo, pergunte-se como seus momentos mais felizes e tristes estão relacionados. E pratique o método socrático. O método de Sócrates visava examinar possibilidades através de questões, mas sem dar as respostas. Para o método funcionar, é preciso humildade – não dá para assumir que você ou alguém saiba tudo. Questione todas as premissas.
A arte/scienza é o desenvolvimento do balanço entre ciência e arte, lógica e imaginação. É pensar com o cérebro todo. Um método para isto é usar mapas mentais, que combinem lógica e imaginação. O resultado do mapa mental é uma teia de palavras e ideias que são relacionadas de alguma forma com a mente do autor.

Leonardo tinha uma habilidade física ou condicionamento, corporalità, incrível, que complementava seu gênio em ciências e artes. Para desenvolver a sua corporalità, adote um programa para condicionamento físico, com exercícios de flexibilidade, força e condicionamento aeróbico.
Desenvolva também a consciência corporal: estude ioga, dança ou algum esporte de contato, qualquer coisa que conecte corpo e mente. E desenvolva a ambidestria: aprenda a fazer tarefas tanto com a mão direita quanto a esquerda. Comece usando a mão não dominante para tarefas simples, como escovar os dentes ou comer o café da manhã. Mais adiante, aprenda a usar a mão não dominante para escrever.


Finalmente, pratique a connessione, “o reconhecimento e apreço pela interconexão de todas as coisas e fenômenos”. Uma das fontes da criatividade de Leonardo era a sua capacidade de formar novos padrões pelas conexões e combinações de diferentes elementos.
Você pode praticar a connessione descobrindo ligações entre coisas que aparentemente não tem relação, como um urso e a internet, ou geologia e a Mona Lisa. Imagine diálogos com alguém exemplar para obter uma nova perspectiva e compreensão. Ou imagine como algum dos seus modelos discutiria um problema seu. Pense sobre a origem das coisas, quais elementos estão envolvidos na criação de um objeto, e como eles estão envolvidos.
Além destas características, leia livros. No tempo de Leonardo, as pessoas não se distraíam com televisão ou internet, elas liam. E, se tiver disposição e vontade, cultive outras características de Leonardo, como o carisma, generosidade, amor à natureza e amor aos animais. 


19 de agosto de 2013

Sete vacinas que os adultos precisam tomar

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Sarampo, pneumonia e outras doenças prejudicam a imunidade mesmo na idade adulta
 Por Fernando Menezes em Minhavida.com

Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas.

As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o indivíduo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.

Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que merecem estar na sua carteira de vacinação.

Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas.

As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.

Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que merecem estar na sua carteira de vacinação.

Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano

A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração.

A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a doença não for tratada precocemente, pode haver uma parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do tétano.

A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Então confira a sua carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.  
 

Vacina Tríplice-viral - para sarampo, caxumba e rubéola

Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem.

Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. Mesmo que seja mais comum em crianças, a caxumba apresenta casos mais graves em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas.

Já a rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.

O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente.

Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto. 

Vacina contra a hepatite B

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado", diz Paulo Olzon.

De acordo com o especialista, há algumas décadas, o tipo B da hepatite era o mais encontrado, já que ela pode ser transmitida através da relação sexual e as pessoas não tomavam cuidado com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Depois de uma campanha de vacinação e imunização, e da classificação da hepatite C pelos médicos, ela não pode ser vista como epidemia, mas ainda é preciso tomar cuidado com essa doença.

Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. "Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença", diz o especialista. Fora isso, qualquer adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares. 

Pneumo 23 - Pneumonia

O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23", diz Paulo Olzon.

A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração -alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar essa vacina sempre que há uma campanha de vacinação.

Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para ser tomadas é a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o Hospital das Clínicas e a Unifesp.
 

Vacina contra a febre amarela

A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar a morte", explica o especialista.

Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco. "Nesse sentido, a preocupação dos médicos está relacionada ao risco de reação alérgica grave ou anafilática, que pode levar a morte os pacientes propensos", explica o infectologista Paulo Olzon. 

Vacina contra o influenza (gripe)

A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe", diz o especialista. "Isso porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam."

A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares. "Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano", diz Paulo Olzon.  

HPV

A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e previne os quatros principais tipos do Papilomavírus Humano - o HPV. Segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos de HPV são registrados por ano no Brasil. O vírus, transmitido durante a relação sexual, é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de provocar tumores de vulva, pênis, boca, ânus e pele.

Apesar de existir a vacina bivalente, que protege dos tipos 16 e 18 de HPV e só é aplicada em mulheres, a quadrivalente é a mais indicada, pois protege desses dois tipos citados mais os tipos 6 e 11 e também serve para os homens. "A quadrivalente deve ser tomada em três doses, sendo a segunda dose após 30 dias da primeira e a terceira, seis meses depois da segunda", afirma o ginecologista Amadeu Carvalho Júnior, da Amhpla Cooperativa de Assistência Médica.

A Anvisa recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26 anos - em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação. "O HPV possui mais de 100 tipos diferentes e a vacina protege apenas de alguns deles", explica o ginecologista Amadeu.  

[Vi no MINHA VIDA]

4 de agosto de 2013

Como medir a distância pupilar?

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O que é?

A distância pupilar ou DP é a distância entre os dois olhos.

Se você não tem ainda a sua distância pupilar ou não se lembra, você pode proceder da seguinte maneira:
 

Como medir?

Pode medir de outra pessoa, se posicionando em frente dela e usando uma régua (ver desenho de cima) Ou precisa de:

1 Espelho
1 velho par de óculos(pode ser de outra pessoa)
1 pincel atômico
1 régua em milímetros (pode copiar aquela no final do texto)

Como fazer?

Coloca os óculos com a mão esquerda, tampa o olho esquerdo e com o pincel atômico, marca o ponto brilhante do seu olho na lente DIREITA.


Com a mão direita, tampa o olho direito e com o pincel atômico, marca o ponto brilhante do seu olho na lente ESQUERDA.


Pronto!
Agora com a régua, mede a distancia entre os dois pontos que vc marcou nos óculos.
Em geral deve ser entre 55 e 70 milímetros.

No caso de uma criança ou de um bebe, proceder da mesma maneira se colocando em frente dele.
Para um bebe, em geral, deve ser entre 40 e 50 milímetros.
Para uma criança, em geral, deve ser entre 50 e 60 milímetros.

Fonte: http://vcqv.com.br/

3 de junho de 2013

Extinção em massa de Seres Vivos no planeta Terra

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De tempos em tempos, a Terra passa por grandes tragédias. Algumas, como a que se abateu sobre o Permiano, 145 milhões de anos atrás, destruíram 90% das espécies.

Mesmo tão marcantes, esses eventos nem sempre são fáceis de estudar e nenhum deles tem uma explicação definitiva. Apesar de ser um fenômeno usual (considerando o tempo geológico), houve diversos eventos de extinção massiva particularmente violentos (ver lista em baixo), que vitimaram mais de metade das formas de vida. Estes episódios estão normalmente associados à formação ou divisão de supercontinentes, isto é, quando no decurso da deriva continental várias massas de terra se juntam para formar um único continente, ou quando este se separa noutros.


A extinção permotriássica, por exemplo, ocorreu durante a formação da Pangea e a extinção K-T está associada à abertura do Oceano Atlântico. E Três extinções, inclusive as duas maiores, estão associadas a grandes áreas de rochas depositadas após erupção vulcânicas. As explicações para estas extinções em massa são quase tão numerosas (e opostas) quanto os cientistas que especulam sobre elas.

Extinção é um processo constante, exigindo uma adaptação contínua das espécies mesmo na melhor das épocas. Os biólogos acreditam que este é um dispositivo que abre continuamente os nichos para espécies novas, abastecendo desse modo o motor da seleção natural e do crescimento da diversidade biológica, que sempre cresceu, mesmo que não continuamente,  desde a primeira explosão de vida animal no Cambriano, há 540 milhões de anos.

Caso as extinções não tivessem ocorrido, a vida na Terra tomaria um rumo completamente diferente – e é provável que a espécie humana nem surgisse. Além disso, é bem provável que neste exato momento estejamos próximos de uma dessas grandes extinções. 



Após as Algas
600 milhões de anos atrás
A explosão do Cambriano foi "a grande explosão" da vida animal. Foi quando o oxigênio atmosférico aproximou-se aos níveis atuais e surge uma enorme diversidade dentro de alguns poucos milhões de anos.

Principais afetados - Trilobitas – ancestrais de insetos e aracnídeos.
1ª explicação - Uma forte redução no nível do mar eliminou o habitat das espécies de águas rasas.
2ª explicação - Mudanças nas correntes marítimas jogaram muitas das espécies em águas frias e sem oxigênio.

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ORDOVICIANO
(entre 440 e 450 milhões de anos atrás)
Logo depois que as primeiras plantas terrestres apareceram, o primeiro evento principal de extinção eliminou muitos tipos de trilobitas e outras formas de vida invertebrada marinha.
A extinção ocorreu no final do período e é considerada a segunda mais devastadora a afetar comunidades marinhas na história da Terra. Estima-se que 85% das espécies - mais de 100 famílias de invertebrados - teriam desaparecido.

Principais afetados - Invertebrados marinhos
1ª explicação - Glaciação acabou com espécies por conta do frio.
2ª explicação - O gelo acumulado nos continentes reduziu o nível do mar e eliminou habitats.

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 DEVONIANO
(há cerca de 350 milhões de anos, no final do período Devoniano)
Após o aparecimento dos primeiros insetos sem asa, dos peixes com armadura (Pteraspideos) e dos anfíbios (Icthyostega), uma onda de extinção eliminou muitos invertebrados, corais e placodermos marinhos (peixes primitivos).
Foram identificados, pelo menos, dois eventos de quase-extinção em um intervalo de aproximadamente 10 milhões de anos. Estima-se uma perda de 27% das famílias - de 70 a 80% formada por espécies de organismos marinhos.

Principais afetados - Peixes
1ª explicação - Aquecimento, seguido de rápida glaciação, associado a uma diminuição do oxigênio nos oceanos.
2ª explicação - Há evidências de um grande impacto de asteroide no período.

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 PERMIANO
250 milhões de anos atrás
Répteis, como o Dimetrodon (que não é um dinossauro), transformaram-se nos animais terrestres dominantes, mas antes, a extinção mais severa causou o desaparecimento de grupos inteiros de animais, incluindo trilobitas e alguns répteis semelhantes a mamíferos.
Acredita-se que até 96% das espécies que viviam nos oceanos desapareceram. As terrestres teriam sofrido um pouco menos, mas estima-se que em torno de 70% desses seres tenham desaparecido (número não consensual entre cientistas).

Principais afetados - Répteis anteriores aos dinossauros
1ª explicação - Um derramamento de lava onde hoje é a Sibéria causou a maior de todas as extinções.
2ª explicação - Um asteroide com mais de 6 quilômetros de diâmetro se chocou com a Terra.

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 CRETÁCEO
65 milhões de anos atrás
Tubarões, tais como aqueles que vivem até hoje, sobreviveram à extinção muitas vezes atribuída a um impacto de asteroide, mas dinossauros (à exceção dos possíveis ancestrais das Aves), répteis marinhos e voadores, não.

Principais afetados - Dinossauros
1ª explicação - Um asteroide de mais de 10 quilômetros de diâmetro próximo a onde hoje é o Golfo do México.
2ª explicação - Há indícios de fortíssima atividade vulcânica no período, com consequências semelhantes ao impacto do asteroide.

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 HOLOCENO
Hoje
No último milésimo de segundo do tempo geológico em que a humanidade andou pela terra, as taxas da extinção começaram a elevar-se em torno de 100 vezes ou mais do que era antes de 10 mil anos, quando o homem se organizou em cidades e aumentou sua população.
Para muitos cientistas, a questão é a seguinte: se a população de seres humanos duplicar neste século (uma estimativa subestimada), haverá lugar para mais quantas outras espécies?

Principais afetados - Plantas e animais
1ª explicação - Ação do homem, principalmente na destruição de habitat, migração de espécies e mudanças climáticas.
2ª explicação - Maior atividade solar pode explicar parte das mudanças climáticas.

 Fontes:


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