Têm coisas que são muito divulgadas por aí, mas nem sempre achamos fontes confiáveis ou que mostram informações suficientes para aguçar nossa curiosidade ou busca por informações. Algumas frase que me incomoda são as seguintes:
Como ganhar muito dinheiro em pouco tempo;
Faça sexo 20 vezes por semana com que você quiser;
Hospedagem de sites grátis por tempo indeterminado;
Baixe todos os filmes que você quiser e assista antes de todo mundo;
Todo mundo odeia o Chris;
Assista o BBB Bigbrother 24 horas de graça;
Saiba onde encontrar o emprego dos seus sonhos;
As melhores mensagens para Orkut;
E mais, muito mais. Que mundo é esse em que vivemos?
Como ganhar dinheiro? Como desbloquear? Como entrar em sites pagos? Como ter sucesso? Como ficar famoso? Como salvar a alma? Como conquistar? Como fazer download? Como comprar pela internet? Tamanho é documento?
A raça humana, durante toda a existência na Terra precisou e precisa de apenas uma coisa para ser racional: raciocinar.
Hoje, depois de tanto tempo (30 mil anos após o último degrau de nossa evolução), a preguiça faz com que a grande maioria dos humanos deixe de raciocinar.
Um humano espera que o outro pense por si, e o outro espera que um outro pense por si criando desta forma um “circulo vicioso”.
Nossa Sociedade Humana é fragmentada acerca de idéias vazias sobre tudo.
E ainda assim mudamos o mundo desde então, pois alguns humanos racionais e o interesse de outros humanos não tão racionais, mas que estão no poder existiram e existem para cultivar condições de existência.
Nós criamos nossas condições de existência, não os deuses ou a Natureza.
E essas condições podem ser para a criação ou destruição.
Diferentemente dos outros animais, por criarmos condições de existência, podemos ser chamados de racionais.
Contudo, se não controlamos nossa libido, somos tão irracionais quanto um cachorro ou um inseto.
A “Grande Massa” é um fato. E esta está dominada pela libido.
Na sociedade ela integra a maioria absoluta da coletividade. São alienados, sem vontades e decisões próprias. Sem consciência dos problemas que nos afetam, nem percepção das falhas do Sistema.
São como um grande rebanho guiado para o pasto ou para o curral.
Isto a torna inferior, igualando-a ou até mesmo tornando-a mais irracional que qualquer outro animal.
Ter a consciência do tempo e do espaço também nos torna humanos racionais, pois é preciso fazer uma reflexão destas dimensões da Natureza, processo pelo qual nenhum outro animal passa.
Medimos o tempo em minutos, meses, eras. Medimos o espaço em centímetros, quilômetros, espessuras. Há uma infinidade de medidas para o tempo e espaço que não convém aqui ser citados.
Só de pensarmos nesta infinidade, percebemos como é complexo o pensamento racional.
Animais irracionais podem seguir pelo instinto, certos caminhos para completarem seus ciclos. Se um ser humano não toma conhecimento da noção de tempo e espaço e segue seu caminho aparentemente pelo tempo e espaço correto, faz isso tão instintivamente, tão irracionalmente quanto qualquer outro animal da Natureza.
Ser racional é também discernir o real do sobrenatural. Saber distinguir o concreto e não se confundir em fantasias onde a verdade é tão densa quanto um nevoeiro.
Ser racional é não ter medo de se questionar e de questionar quem está aparentemente acima de você.
Ser racional é ser livre de pensamentos impostos pela família, pelos vizinhos, pela igreja, pela escola, pela televisão e por tantas instituições cegas que estão sem saber a serviço dos dominantes que aproveitam a preguiça de humanos irracionais para aumentar cada vez mais as falhas do Sistema.
Ser Racional é saber o que está acontecendo...
Então fica definitivamente provado que deus sentou-se e, do barro, fez milhares de dinossaurozinhos, de todos os tipos, só que se esqueceu de citá-los na bíblia, pequeno lapso, coisa sem importância.
Chuto meu cérebro pelo chão, pois acho que o prazo de validade de minha vida está vencido.
Espero que amanhã mesmo despedaçado esteja mais animado. Preciso verificar a garantia da minha vida. Quero outra.
Voltamos à inquisição?
Essa época já passou, tenho o direito de agredir qualquer religião, desde que não passe para o lado pessoal, se meus argumentos te agridem, ou você pode furtar meus argumentos ou simplesmente se retirar.
É simples.
Agora calar, não!
Já não bastam os dois mil anos calado ouvindo baboseiras da boca de padres, bispos e outros fanáticos religiosos?
Não se pode confundir crítica com falta de respeito.
Pois bem, eu critico e nem por isso eu deixo de respeitar a religião dos outros. Não se deve confundir crítica à religião dos outros com intolerância religiosa.
Nesse país têm sim pessoas que praticam intolerância religiosa, que usam de expressões ofensivas contra a religião alheia, insultos e outras coisas. Mas não é todo mundo aqui que é assim, ainda bem.
E o questionamento é uma coisa que deve fazer parte da vida das pessoas.
Aliás, O senso crítico faz parte de uma boa educação.
Só uma coisa não consigo digerir: os dinossauros. Ah é! Deus não existe. Agora sim entendi.
Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?
Não sabemos a origem do universo e, provavelmente, nunca saberemos. É assim que ateus pensam. E ateus não brigam entre si, não há uma guerra como o que acontece com religiosos onde sempre está presente uma “guerra santa”.
Um sempre quer ter mais razão que o outro; “minha igreja é mais certa que a sua”. Por exemplo, Católicos julgam que os crentes são fanáticos e escandalosos que dão dinheiro para pastor picareta. Evangélicos julgam os católicos adoradores de ídolos que provavelmente vão para o inferno. Católicos e Evangélicos julgam Espíritas Kardecistas e religiões africanas em geral como Macumbeiros. E a lista é gigantesca de "adjetivos" que cada crente em uma ideologia usa para determinar os outros. Se nem cristãos se entendem, não dá para concordar com tais idéias duvidosas.
Então eu pergunto aos religiosos: Qual a religião de Deus? Aí fica difícil, não é?
O que posso dizer é que “todas as religiões baseiam no medo de muitos, e na esperteza de poucos”. A religião é um engano. Uma arma que foi utilizada ha muitos séculos para aprisionar o ser humano e sujeitá-lo ás vontades dos que tinham poder. Ou seja, a Religião escraviza.
Digo também que apenas que 95% da população sofre de ilusão coletiva. Na verdade, todo mundo nasce ateu, mas com influências da família, escola, televisão, entre outros, a pessoa começa a sofrer alucinação e acreditar num “amigo invisível”.
Como disse uma vez Stephen Henry Roberts "Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender porque é que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá porque é que eu rejeito o seu."
Estes 95% da população falam de suas doutrinas divulgando que se deve fazer o bem, porém conflitos entre si, crimes em nome de Deus sempre está em destaque em qualquer noticiário do mundo. Que “belo” exemplo é a Religião.
Numa de minhas viagens, a única vez em que parei em Posto do Rio, uma pequena vila perdida no meio da selva, me chamou atenção as histórias das pessoas que ali moravam. Gente boa, acolhedora, porém sempre desconfiada de forasteiros.
Uma mulher de aparentemente uns cinqüenta anos de idade lavava roupa, surrando-a numa tábua como minha mãe fazia quando eu era criança. Parei para conversar e sem tirar os olhos de seu trabalho me contava fatos de sua vila. Contou-me sobre a cabra que num café da manhã que valia uns dez salários mínimos, comeu todo o dinheiro de um fazendeiro dono da maioria das terras ao redor da vila. A coitada não viveu mais que uma hora por conta de seu tão caro lanche, pagamento dos homens que faziam a cerca de arame farpado de uma das fazendas. Infelizmente, foi impossível reordenar todas aquelas notas, mas aproveitaram para comer carne de cabra assada naquela noite.
Contou-me sobre a Menina Triste. Quando nasceu seu choro não era por sair de seu confortável útero materno para um mundo novo e estranho, seu choro era de infelicidade, nascer um mês e meio antes não era o seu desejo, na verdade nascer quase nunca é um desejo. Sua vontade era de viver dentro de sua mãe, sair apenas quando tivesse uma necessidade extrema e voltar logo em seguida. Contudo, ela nasceu, sua mãe não sobreviveu e como seu pai não voltava de uma caçada eterna a um mamute que apenas ele tinha visto ao redor da vila, a menina foi criada pelo avô cego que vivia de aposentadoria. A garota cresceu e raramente sorria, por isso seu nome. Um dia, quando tinha dez anos de idade ela se matou. O motivo; ela estava muito feliz e suicidou-se antes de voltar a ficar triste.
Teve aquela outra menina que apareceu na casa que os moradores costumavam chamar de amaldiçoada, um rapaz da cidade grande, filho do fazendeiro disse ter visto uma foto dela numa revista ou de outra muito parecida com nome de Viviane Ferraz, vítima de um acidente de carro junto com outros colegas numa rodovia do outro lado do país. Assim como surgiu, desapareceu depois de conversar com uma das crianças dizendo se chamar... Viviane. Os moradores costumavam dizer que sua alma estava vagando e de alguma forma esteve presa ali.
Uma vez, apareceu um homem vendendo Frutas da Verdade, quem as comesse seria impossível mentir. Pediram que ele fizesse uma demonstração. Uma moça aproveitou e fez com que seu namorado que chegava naquela hora e não sabia sobre o provável efeito da fruta desse uma mordida, quando comeu ela perguntou quem ele amava e ele respondeu instantaneamente sem se dar conta, que amava a sogra. Com essa resposta sem precisar do auxílio das maçãs da verdade surgiram outras verdades onde juras de morte e vingança tomou conta de metade da metade da vila. Para não causar mais problema e possivelmente a queda desse pequeno povoado, o vendedor foi expulso e as verdades esquecidas por todos os atingidos.
A mulher terminava de enxaguar sua última peça de roupa quando deu minha hora de ir embora. Ainda me chamou para esperar pelo café, e eu disse que tinha de terminar minha viagem, uma ambulância passava naquele instante (coisa rara por aqueles lados) e eu dependia deste automóvel para retornar desta “parada”.