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29 de agosto de 2013

Seja um gênio: pense como Leonardo da Vinci

4 opiniões
Por Cesar Grossmann em Hypescience.com/
Leonardo era o protótipo do homem renascentista, brilhando em várias áreas como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botanista, músico e escritor.
Se você quiser ser como um Homem ou Mulher da Renascença, tem muito para aprender com ele. Pise nas pegadas deste famoso polímato seguindo seus passos: curiosità,dimostrazione, sensazione, criptico, arte/scienza, corporalità, e connessione.
Leonardo tinha uma curiosità, uma curiosidade insaciável em relação à vida. Estava sempre querendo aprender mais, continuamente buscando a verdade e a beleza. Saber resolver problemas é saber fazer boas perguntas, e para isto você deve cultivar uma mente aberta para expandir teu universo e sua capacidade de explorar o mesmo.
Você pode afiar sua curiosidade mantendo um diário sempre consigo, e anotando nele todas as suas ideias e pensamentos. Tente escrever frases que comecem com “quero sabe porque/como…”, escolha temas ou assuntos para as observações de cada dia, e faça exercícios de escrita livre, reunindo todos os pensamentos e associações que lhe ocorrerem na hora em que ocorrerem, sem fazer edições.
A dimostrazione é o compromisso de testar o conhecimento através da experiência, persistência e uma disposição para aprender com os erros. Você pode começar questionando suas crenças, e vendo quais você nunca testou – são mesmo verdadeiras? A seguir, tente o teste dos três pontos de vista, criando um argumento contra sua crença e um argumento neutro, analisando-os (de preferência com um amigo que tenha um ponto de vista diferente do seu).
Além disso, analise como as propagandas lhe afetam, examine-as, suas táticas e estratégias. Descubra também “anti-modelos”, pessoas cujos erros você não quer cometer – aprenda como evitá-los.
 
A sensazione é o refinamento contínuo dos sentidos, especialmente da visão. O lema de Leonardo era saper vedere, “saber como ver”.
Você pode desenvolver os sentidos praticando seus registros. Comece escrevendo uma descrição detalhada de uma experiência, como por exemplo, um nascer do sol, em seu diário. Aprenda a descrever um cheiro, a desenhar, escute diferentes sons, dos mais tênues como o ruído da respiração ao mais alto, como o barulho do tráfego.


Leonardo tinha uma disposição para o criptico, para abraçar a ambiguidade, o paradoxo e a incerteza. Ele conseguia controlar um senso de mistério. Você pode começar sendo aberto à ambiguidade, mas fique atento à ignorância: não saber algo não faz com que esta coisa seja ambígua. A ambiguidade surge quando você faz algo cujo significado é indeterminado.
Faça-se também perguntas que relacionem dois opostos. Por exemplo, pergunte-se como seus momentos mais felizes e tristes estão relacionados. E pratique o método socrático. O método de Sócrates visava examinar possibilidades através de questões, mas sem dar as respostas. Para o método funcionar, é preciso humildade – não dá para assumir que você ou alguém saiba tudo. Questione todas as premissas.
A arte/scienza é o desenvolvimento do balanço entre ciência e arte, lógica e imaginação. É pensar com o cérebro todo. Um método para isto é usar mapas mentais, que combinem lógica e imaginação. O resultado do mapa mental é uma teia de palavras e ideias que são relacionadas de alguma forma com a mente do autor.

Leonardo tinha uma habilidade física ou condicionamento, corporalità, incrível, que complementava seu gênio em ciências e artes. Para desenvolver a sua corporalità, adote um programa para condicionamento físico, com exercícios de flexibilidade, força e condicionamento aeróbico.
Desenvolva também a consciência corporal: estude ioga, dança ou algum esporte de contato, qualquer coisa que conecte corpo e mente. E desenvolva a ambidestria: aprenda a fazer tarefas tanto com a mão direita quanto a esquerda. Comece usando a mão não dominante para tarefas simples, como escovar os dentes ou comer o café da manhã. Mais adiante, aprenda a usar a mão não dominante para escrever.


Finalmente, pratique a connessione, “o reconhecimento e apreço pela interconexão de todas as coisas e fenômenos”. Uma das fontes da criatividade de Leonardo era a sua capacidade de formar novos padrões pelas conexões e combinações de diferentes elementos.
Você pode praticar a connessione descobrindo ligações entre coisas que aparentemente não tem relação, como um urso e a internet, ou geologia e a Mona Lisa. Imagine diálogos com alguém exemplar para obter uma nova perspectiva e compreensão. Ou imagine como algum dos seus modelos discutiria um problema seu. Pense sobre a origem das coisas, quais elementos estão envolvidos na criação de um objeto, e como eles estão envolvidos.
Além destas características, leia livros. No tempo de Leonardo, as pessoas não se distraíam com televisão ou internet, elas liam. E, se tiver disposição e vontade, cultive outras características de Leonardo, como o carisma, generosidade, amor à natureza e amor aos animais. 


23 de março de 2013

Os paradoxos que atormentam a humanidade

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Está a fim de filosofar um pouco hoje? Se estiver, ótimo. Aqui vão doze paradoxos que prometem deixá-lo pensando por um longo tempo. Só uma coisa: se estiver com hora marcada para alguma coisa, não discuta um desses problemas com ninguém.


 A conversa certamente vai se prolongar e você vai se atrasar. 

11. Onipotência

“Deus é capaz de fazer uma pedra tão pesada que nem ele possa levantar”? Nessa questão reside um paradoxo de discussão interminável. É muito simples: se ele pode tudo, tem que ser capaz de também fazer essa pedra. Mas se isso for verdade, ele não é capaz de tudo, porque não pode levantar a pedra que ele mesmo criou.

10. Grãos de areia

Um grão de areia não poder ser considerado um monte de areia, certo? Bem, considere a seguinte situação: um milhão de grãos de areia faz um monte, correto? Agora, esse monte de areia menos um grão continua sendo um monte, não é? Se tirarmos mais um, ainda assim é um monte, certo? Então, repetindo essa operação por várias e várias vezes, chegaremos ao ponto em que haverá apenas um grão de areia, e esse grão de areia será também um monte. A questão é: quantos grãos de areia fazem um monte?

9. Números interessantes

Imagine um conjunto qualquer de números naturais. Pense neles como “interessantes” (que tenham alguma característica relevante, como ser o primeiro número primo, ser o maior do conjunto, o menor, qualquer característica) e “desinteressantes”.
A premissa é a seguinte: é impossível haver números desinteressantes. Pelo seguinte motivo: suponha que você separa, em um conjunto, os números interessantes dos desinteressantes. Entre os desinteressantes, certamente haverá o menor de todos, o menor dos desinteressantes. Assim, ele tem uma característica relevante, e passa para o grupo dos interessantes. Então, o que era o segundo menor dos desinteressantes passa a ser o menor, portanto, é também relevante, e passa aos interessantes. Assim vai até que não haja mais nada no conjunto dos desinteressantes.

8. O paradoxo da flecha

Para um objeto se mover, sua posição no espaço deve mudar, certo? Pois bem, esse paradoxo do filósofo grego Zeno de Eleia (495 a.C – 430 a.C) diz que os objetos não se movem. Considere um instante como uma fotografia, cada espaço de tempo é uma fotografia na qual o objeto está parado. O exemplo usado por Zeno é o de uma flecha voando pelo ar. Se pudéssemos pegar o máximo de fotografias possíveis durante o movimento, em todas elas o objeto está parado, ou seja, ele jamais se moveu.

7. Aquiles e a Tartaruga

Mais um paradoxo relacionado aos gregos, e mais uma vez sobre movimento. Aqui a situação é essa: imagine que o guerreiro Aquiles vai apostar corrida contra uma tartaruga. Aquiles dá à tartaruga uma vantagem de 30 metros. O paradoxo diz que Aquiles jamais conseguirá ultrapassar a tartaruga, pela seguinte razão: Quando Aquiles percorrer esses 30 metros, a tartaruga terá percorrido, digamos, 3 metros. Assim, quando Aquiles chegar aos 30 metros, que foi o ponto inicial da tartaruga, ele terá ainda que percorrer a distância que o separa da tartaruga para alcançá-la. Quando ele percorrer esses 3 metros adicionais, no entanto, ela já terá percorrido mais um metro, por exemplo. Se seguirmos essa lógica, Aquiles nunca poderá ultrapassar a tartaruga. Porque, sempre que ele chegar ao ponto em que a tartaruga estava quando ele atingiu o ponto anterior dela, ela já terá andado um pouquinho mais.

6. O paradoxo da indecisão

O paradoxo original é de autoria, segundo consta, de Aristóteles, mas foi “oficializado” pelo filósofo Jean Buridan no século XIV. Eis a história: um burro, quase morrendo de sede e fome, encontra, ao mesmo tempo, uma tigela de água e um monte de feno. Indeciso, ele fica ponderando sobre qual a decisão a tomar: se mata primeiro sua sede para então matar a fome, ou vice versa. Ele morrerá de ambas as coisas antes que consiga tomar uma decisão final.

5. O enforcamento surpresa

Um homem condenado à forca é sentenciado da seguinte forma: ele será executado em um dos dias de semana seguinte (um dia de semana), ao meio-dia, mas será uma surpresa. O juiz afirma que ele não saberá qual o dia do enforcamento até o instante em que, ao meio-dia, o carrasco baterá à porta de sua cela. Ao ouvir isso, o condenado começa a refletir, e chega a uma maravilhosa conclusão: ele não poderá ser executado! Pelo seguinte motivo: ele começa concluindo que o enforcamento não pode ser numa sexta. Se ele não acontecer até quinta, significa que só poderia ser na sexta, ou seja, não será uma surpresa para ele. Assim, o enforcamento só pode acontecer entre segunda e quinta. Daí, ele usa o mesmo raciocino: se chegar quarta-feira à noite e ele não for executado, não poderá mais. Porque sexta é impossível, e quinta, sabendo disso, não será também uma surpresa. Com quinta-feira descartada, só lhe restam segunda, terça e quarta, e o mesmo raciocínio é aplicado, até que o enforcamento não possa acontecer. Confiante, ele vai para a cela convencido de que não poderá ser enforcado. Quarta-feira, ao meio-dia, o carrasco bate à porta. Como ele estava crente que não seria executado, foi uma surpresa: o juiz não mentiu.

4. O barbeiro

Imagine uma pequena cidade aonde há apenas um salão de barbearia. Nem todos os homens da cidade vão ao barbeiro, assim, a população masculina da cidade pode ser dividida em dois grupos: os que se barbeiam sozinhos e os que vão ao barbeiro. Logo, assumimos que o barbeiro faz a barba de todos os homens que não barbeiam a si mesmos, certo? Mas aí caímos no seguinte paradoxo: o barbeiro faz ou não faz a sua própria barba? Se não fizer, ele (como “consumidor”) deve fazer a própria barba, ou seja, ele faz a sua barba! Mas se ele faz a própria barba, sua pessoa (como consumidor) entra no grupo dos que não fazem a própria barba (por isso vão ao barbeiro). Assim, se ele faz a própria barba, ele não faz a própria barba! Pense, pense…

3. A imortalidade de Zeus

Epimênides (cerca de 600 a.C) assegurava que Zeus era imortal. E afirmava isso com o seguinte poema:
Formaram uma tumba para ti, ó santo e elevado
Os cretenses, sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos!
Mas tu não és morto, tu vives e permaneces para sempre,
Pois em ti vivemos, nos movemos e temos nosso ser.
Ele chamava todos os cretenses de mentirosos. Mas ele próprio também era cretense. Assim, surge o paradoxo: se todos os cretenses são mentirosos, ele também é. Mas ele disse que todos são mentirosos. Se ele também é, isso é uma mentira, então todos são verdadeiros. Mas se todos são verdadeiros, ele também é (porque é um cretense). Mas ele disse que todos são mentirosos… e assim continua até você desistir de achar a solução.

2. O pagamento de Protágoras

O Filósofo Protágoras (492 a.C) estava instruindo um discípulo, Euatlo, a arte da retórica e argumentação, para falar aos tribunais. Para comprovar a eficácia dos ensinos de Protágoras, eles fizeram o seguinte acordo: se Euatlo vencesse seu primeiro caso no tribunal, ele pagaria o preço do ensino a seu mestre; caso contrário, não pagaria. Aí, Protágoras fez o seguinte: processou Euatlo pedindo a quantia estipulada. Protágoras afirmou que ele seria pago de qualquer jeito. É claro, se Euatlo fosse derrotado no tribunal, teria que pagar a indenização, mas se vencesse, pagaria o preço de acordo com o trato feito. Aí, Euatlo replicou, dizendo o contrário: que não poderia pagar de jeito nenhum. Ora, se vencesse o julgamento, este dizia claramente: Euatlo não deve pagar Protágoras. Por outro lado, se Protágoras vencesse o caso, Euatlo não deveria pagá-lo, porque o acordo diz que Euatlo só precisa pagar seu mestre se vencer no tribunal.

1. O conflito

O que acontece quando uma força irresistível encontra um objeto irremovível? Não há solução, certo? Pelo menos uma dessas duas coisas não pode existir. Como um exercício de lógica, esse raciocínio poderia ser considerado. Do ponto de vista físico, no entanto, é inconcebível. Por um lado, até mesmo uma força minúscula causa alguma aceleração em um objeto. Por outro lado, uma força irresistível iria requerer energia infinita, e isso não existe no universo.

BÔNUS: A finitude do Universo

Esse é para ficar pensando até enjoar. Fala sobre até onde chega a nossa visão do universo. Compare o espaço sideral (e considere ele como aquilo que nós vemos ao olhar para o céu à noite) com um campo de girassóis, por exemplo. Se o final desse campo de girassóis está além da sua visão, o que você vê? Bem, no começo você consegue ver cada girassol individualmente, mas à medida que a visão vai se afastando você passa a ver somente uma massa amarela, não é? Agora pense no universo: também não existem inúmeras estrelas além da Terra, todas elas emitindo uma luz branca? Se for assim, porque também não vemos uma massa completamente branca no céu?
Por isso, foi criada a teoria de que, de qualquer ponto do planeta, a nossa visão vai até a superfície de cada estrela. Assim, o que nós enxergamos ao olhar para o céu é um conjunto de incontáveis visões, cada uma delas indo até a superfície de determinada estrela (se todas elas se prolongassem pelo infinito, não deveríamos ver uma massa branca?). Mas a questão que permanece é: como isso pode ser verdade? Como é possível enxergar cada estrela somente até onde ela começa, e não além disso?

 [Vi no Hypescience.com e no Listverse.com]

22 de fevereiro de 2013

20 Astrônomos brilhantes que mudaram nossa visão do universo

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Pense nisso: se não fossem por grandes cientistas, astrônomos que muitas vezes dominam vários campos da ciência, nós acreditaríamos em muito mais coisas sobrenaturais do que hoje. Alienígenas seriam uma explicação ainda mais comum para qualquer fenômeno que agora já entendemos bem. Por terem iluminado nosso conhecimento e nos mostrado o mundo como ele realmente é, aqui fica nossa homenagem a grandes mentes que passaram pela Terra:

 
1 – Eratóstenes

 
Numa época em que a maioria das pessoas pensava que o mundo era plano, o matemático, astrônomo e geógrafo grego Eratóstenes (276 aC -195 aC) usou o sol (na verdade, as sombras que ele causa) para medir o tamanho da Terra e concluir que ela era redonda. Sua medida (39.690 km) estava apenas 340 km errada em relação à verdadeira medição.

 
 
 
 
2 – Ptolomeu
 
O antigo astrônomo e matemático grego Cláudio Ptolomeu (90 dC – 168 dc) criou um modelo do sistema solar em que o sol, as estrelas e outros planetas giravam em torno da Terra. Conhecido como o sistema de Ptolomeu, foi reconhecido como o correto por centenas de anos, embora estivesse errado. Ainda assim, esse grande cientista foi considerado o primeiro “cientista celeste” e tem colaborações em matemática, astrologia, astronomia, geografia, cartografia, óptica e teoria musical. Sua obra mais conhecida é o Almagesto (que significa “O grande tratado”), um tratado de astronomia que reúne os trabalhos e observações de Aristóteles, Hiparco, Posidônio e outros, com tabelas de observações de estrelas e planetas e com um grande modelo geométrico do sistema solar, baseado na cosmologia aristotélica.

 
 
3 – Abd al-Rahman al-Sufi

O astrônomo persa Abd al-Rahman al-Sufi (903 dc – 986 dc), ou Azophi para os ocidentais, fez a primeira observação conhecida de um grupo de estrelas fora da Via Láctea, a galáxia de Andrômeda. Sua obra o “Livro das Estrelas Fixas” permitiu à astronomia moderna fazer comparações úteis na pesquisa das variações do brilho das estrelas.
 
 
 
 
 
4 – Copérnico
No século 16, na Polônia, o astrônomo Nicolau Copérnico (1473 – 1543) propôs um modelo do sistema solar em que a Terra girava ao redor do sol. O modelo não era totalmente correto, já que os astrônomos da época ainda tinham dificuldade em determinar a órbita de Marte, mas acabou mudando completamente a nossa visão do sistema solar. O pai da astronomia moderna revolucionou o pensamento ocidental ao tirar o homem do centro do universo (antropocentrismo), e por isso foi considerado um herege pela Igreja.

5 – Kepler
 
Usando medições detalhadas do caminho dos planetas feitas pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, Johannes Kepler (1571 – 1630) determinou que os planetas viajavam ao redor do sol em elipses, não círculos. Para chegar a essa descoberta, ele calculou três leis que envolvem os movimentos dos planetas, que os astrônomos usam em seus próprios cálculos até hoje. Kepler agora é o nome de uma sonda, um observatório espacial projetado pela NASA que procura planetas extrassolares.
 
 
6 – Galileu
 
Nascido na Itália, Galileu Galilei (1564 – 1642) é muitas vezes creditado com a criação do telescópio óptico, embora na verdade ele tenha apenas melhorado modelos existentes. O astrônomo, físico, matemático e filósofo usou a nova ferramenta de observação para descobrir as quatro luas principais de Júpiter (hoje conhecidas como luas de Galileu), bem como os anéis de Saturno. E, apesar de um modelo da Terra girando em volta do sol ter sido primeiramente proposto por Copérnico, levou algum tempo para a teoria ser amplamente aceita, e Galileu é mais conhecido por defendê-la. Galileu acabou sob prisão domiciliar no final de sua vida por causa disso.
 
 
7 – Christiaan Huygens
 
O físico e astrônomo holandês Christiaan Huygens (1629 – 1695) propôs a primeira teoria sobre a natureza da luz, um fenômeno que intriga cientistas há centenas de anos. Suas melhorias no telescópio lhe permitiram fazer as primeiras observações dos anéis de Saturno e descobrir sua lua Titã. Huygens também criou a teoria sobre o estudo da luz e cores descobrindo que, por meio da luz, seria possível a ocorrência de fenômenos de propagação como refração e reflexão.
 
 
 
 
 
8 – Newton
Com base no trabalho de quem veio antes dele, o astrônomo inglês Sir Isaac Newton (1643 – 1727) é mais famoso por seu trabalho sobre forças, especificamente a gravidade (quem lembra da história da maçã?). Ele calculou três leis que descrevem o movimento das forças entre objetos, conhecidas hoje como leis de Newton.

9 – Einstein
No início do século 20, o físico alemão Albert Einstein (1879 – 1955) tornou-se de um dos mais famosos cientistas do mundo, depois de propor uma nova maneira de olhar para o universo além da compreensão atual. Einstein sugeriu que as leis da física são as mesmas em todo o universo, que a velocidade da luz no vácuo é constante, e que o espaço e o tempo estão ligados em uma entidade conhecida como espaço-tempo, que é distorcida pela gravidade.
 
 10 – Hubble
 
O astrônomo americano Edwin Hubble (1899 – 1953) calculou que uma bolha pequena no céu existia fora da Via Láctea. Antes de suas observações, a discussão sobre o tamanho do universo era dividida quanto à possibilidade ou não de existir apenas uma galáxia. Hubble determinou também que o universo estava se expandindo, um cálculo que mais tarde ficou conhecido como lei de Hubble. Suas observações de várias galáxias levaram a criação de um sistema padrão de classificação usado até hoje. Um dos telescópios espaciais mais famosos do mundo leva seu nome, o Telescópio Espacial Hubble, apontado para o céu com o objetivo de estudar o universo.


11 – Hawking
Stephen Hawking (nascido em 1942) fez muitas descobertas significativas no campo da cosmologia. Ele propôs que, como o universo tem um começo, provavelmente também terá um fim. Hawking acredita que o mundo não tem nenhum limite ou fronteira. Apesar de ser visto como uma das mentes mais brilhantes desde Einstein, muitos dos livros de Hawking são adaptados e direcionados para o público em geral, já que ele procura educar as pessoas sobre o universo.
 
12 – Cassini
 

O astrônomo italiano Giovanni Cassini (1625 – 1712) mediu o tempo que leva para os planetas Júpiter e Marte girarem, além de descobrir quatro luas de Saturno e as diferenças nos anéis do planeta. Quando a NASA lançou um satélite para orbitar Saturno e suas luas em 1997, ele foi apropriadamente chamado de Cassini.
 
 
 
 
 
13 – Halley
 

Edmond Halley (1656 – 1742) foi o cientista britânico que analisou os avistamentos de cometas históricos e propôs que o cometa que apareceu em 1456, 1531, 1607 e 1682 era o mesmo, e que voltaria em 1758. Apesar de ter morrido antes de poder dizer “eu estava certo!”, ele estava mesmo certo, e o cometa foi nomeado em sua honra.
 
 
 
 
 
14 – Messier

O astrônomo francês Charles Messier (1730 – 1817) compôs uma base de dados de objetos celestes conhecidos na época como “nebulosas”, que incluía 103 objetos em sua publicação final, embora outros tivessem sido adicionados com base em suas anotações pessoais. Muitos desses objetos são frequentemente listados com o nome do catálogo de Messier, como a Galáxia de Andrômeda, conhecida como M31 (M de Messier, 31 porque é o 31º objeto catalogado). O astrônomo também descobriu 13 cometas ao longo de sua vida.
 
 
15 – Herschel
 
O astrônomo britânico William Herschel (1738 – 1822) catalogou mais de 2.500 objetos do céu profundo. Ele também descobriu Urano e suas duas luas mais brilhantes, duas das luas de Saturno e as calotas polares marcianas. William treinou sua irmã, Caroline Herschel (1750 – 1848), em astronomia, e ela se tornou a primeira mulher a descobrir um cometa, identificando vários outros ao longo de sua vida. A Agência Espacial Europeia criou um observatório com seu nome, o Observatório Espacial Herschel.
 
 
 
 
16 – Henrietta Leavitt Swann
Henrietta Leavitt Swann (1868 – 1921) foi uma das várias mulheres que trabalharam como um “computador humano” na Universidade de Harvard (EUA), identificando imagens de estrelas variáveis em placas fotográficas. Ela descobriu que o brilho de uma estrela piscando estava relacionado com a frequência com que pulsava. Esta relação permitiu aos astrônomos calcularem as distâncias de estrelas e galáxias, o tamanho da Via Láctea e a expansão do universo. Ela descobriu mais de 1.200 estrelas variáveis em sua vida.
 
17 – Shapley
 

O astrônomo americano Harlow Shapley (1885 – 1972) calculou o tamanho da galáxia Via Láctea e sua localização geral do seu centro. Ele argumentou que os objetos conhecidos como “nebulosas” estavam dentro da galáxia, ao invés de fora dela. Porém, seu nome é um pouco manchado por ele ter discordado incorretamente das observações de Hubble de que o universo tinha outras galáxias além da Via Láctea.
 
 
 
 
18 – Drake
Frank Drake (nascido em 1930) é um dos pioneiros na busca de inteligência extraterrestre. Ele foi um dos fundadores da Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês) e idealizador da equação de Drake, uma equação matemática usada para estimar o número de civilizações extraterrestres na Via Láctea capazes de serem detectadas.
 
19 – Hartmann
O astrônomo americano William K. Hartmann (nascido em 1939) estendeu a teoria mais aceita sobre a formação da lua em 1975. Ele propôs que, após uma colisão com um grande corpo, os detritos que saíram da Terra se uniram para formar a lua.
 
20 – Carl Sagan
O astrônomo americano Carl Sagan (1934 – 1996) pode não ter sido um grande cientista em comparação com outros dessa lista, mas é um dos mais famosos astrônomos por ter feito importantes estudos científicos nas áreas de ciência planetária, e principalmente por ter popularizado a astronomia mais do que qualquer outro indivíduo. Seus programas de TV e derivados atraíam muitos telespectadores interessados.


Bônus: Rodney Gomes
A astronomia tem crescido bastante no Brasil. Somos capacitados a construir instrumentos de classe mundial, somos o único país em desenvolvimento que tem acesso a telescópios de 8 e 4 metros, e um dos poucos países no mundo com acesso a esse tamanho de telescópios em ambos os Hemisférios. Também somos o único país não europeu a fazer parte do Observatório Europeu do Sul, uma organização intergovernamental de pesquisa em astronomia, composta e financiada por quinze países.
Não podemos citar grandes cientistas brasileiros que mudaram completamente a visão do universo, mas muitos merecem uma menção honrosa. Recentemente, um astrônomo brasileiro, Rodney Gomes, mudou o rumo da busca por evidências de um planeta no limite de nosso sistema solar. No Observatório Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, ele descobriu que as órbitas irregulares de pequenos corpos gelados além de Netuno implicam que um planeta quatro vezes maior que a Terra está girando em volta do nosso sol nas bordas do sistema solar.
 

[Vi no Hypescience.com e no Space.com]

28 de abril de 2011

Nuvens num Céu azul de outono

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20 de abril de 2011

16 verdades duras que nos fazem mais fortes na vida

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A vida realmente não é nada fácil, no entanto isso não significa que ela é ruim, muito pelo contrário; a vida é um dom que deve ser aproveitado ao máximo, devemos desfrutar de toda a alegria que somente ela pode trazer, entretanto são somente as pessoas fortes que estão aptas a terem uma vida feliz e equilibrada neste sopro passageiro que é a vida. Confira algumas verdades que nos fazem mais fortes apesar de serem duras.

A vida não é fácil. - O trabalho duro faz pessoas de sorte - é o material que traz os sonhos à realidade. Então comece a cada manhã pronto para correr mais do que você correu ontem e lutar mais do que você jamais lutou. (Leia O Caminho Menos Percorrido .)

Você vai falhar algumas vezes. - Quanto mais rápido você aceita isso, mais rápido você pode usar isso a seu favor. Você nunca vai ter 100% de certeza que irá funcionar, mas você pode não fazer nada e com certeza não vai funcionar. Até chegar lá e fazer alguma coisa! Ou você tem sucesso ou você aprende uma lição vital.

Agora, há muita coisa que você não conhece. - O dia que você parar de aprender é o dia que você irá parar de viver. Abrace novas informações, pense nisso e use para avançar sozinho.
Pode não haver um amanhã. - Não é para todos. Neste momento, alguém na Terra está planejando algo para o amanhã sem perceber que vai morrer hoje. Isto é triste mas é a realidade. Então, gaste seu tempo com sabedoria hoje e dê uma pausa suficiente para apreciá-la.

Há muita coisa que você não pode controlar. - Desperdiçando seu tempo, talento e energia emocional sobre as coisas que estão além de seu controle é uma receita para a miséria, frustração e estagnação. Invista sua energia em coisas que você pode controlar.

A informação não é conhecimento verdadeiro. - O conhecimento vem da experiência. Você pode discutir uma tarefa de uma centena de vezes, mas estas discussões só vai lhe dar uma compreensão filosófica. Você deve experimentar em primeira mão, uma tarefa que realmente sabe.

Você não pode ter êxito sem fornecer o valor. - Não perca seu tempo tentando ser bem-sucedido, gaste seu tempo criando valores para si e para o mundo. Quando você é valioso para o mundo ao seu redor, você será bem sucedido leitura. (Linchpin: Você é indispensável?)

Alguém vai ter sempre mais do que você. - Quer se trate de dinheiro, amigos ou feijões mágicos que você está coletando, sempre haverá alguém que tenha mais do que você. Mas lembre-se, não é quanto você tem, é como você está apaixonado sobre a colecioná-los. É tudo sobre a viagem.

Você não pode mudar o passado. - Como Chico Chavier disse certa vez: "Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar hoje e fazer um novo final." Você não pode mudar o que aconteceu, mas você pode mudar como você reage a isso.

A única pessoa que pode te fazer feliz é você. - A raiz de sua felicidade vem de seu relacionamento com você mesmo. Claro que entidades externas podem ter efeitos fugazes de seu humor, mas no longo prazo, nada importa mais do que como você se sente sobre quem você é por dentro.

Haverá sempre pessoas que não gostam de você. - Você não pode ser tudo para todos. Não importa o que você faça, sempre haverá alguém que pensa diferente. Então, concentre-se naquilo que fará seu coração ficar bem. O que os outros pensam e dizem sobre você não é tão importante assim. O importante é como você se sente sobre si mesmo.

Você nem sempre consegue o que quer. - Como Mick Jagger disse uma vez: "Você nem sempre consegue o que quer, mas se você tentar algumas vezes você pode encontrar você encontra o que você precisa." Olhe ao seu redor. Aprecie as coisas que você tem agora. Muitas pessoas não têm tanta sorte não seja egoísta.
Na vida, você recebe o que você dar - Se você quer amor, dê amor. Se você quer ter amigos, seja amigável. Se você quiser dinheiro, um valor. É realmente simples assim.

Bons amigos vêm e vão. - A maioria de seus colegas de escola não será uma parte de sua vida universitária. A maioria dos amigos de seu colégio não será uma parte de sua vida de 20 e poucos profissionais. A maioria de seus 20 e poucos amigos, não estarão lá quando sua esposa e você trazer o seu segundo filho para o mundo. Porém, alguns amigos vão ficar. E é desses amigos - aqueles que transcendem o tempo com você - que importa.

Fazendo exatamente a mesma coisa todos os dias dificulta seu auto crescimento. - Se você continuar fazendo o que você está fazendo, você vai continuar recebendo o que você está recebendo. O crescimento acontece quando você mudar as coisas - quando você tentar coisas novas - quando você estica além de sua zona de conforto.

Você nunca vai se sentir 100% pronto para algo novo. - Ninguém se sente 100% pronto quando surgir uma oportunidade. Como a maioria das grandes oportunidades na vida nos força a crescer além de nossas zonas de conforto, o que significa que você não vai se sentir totalmente confortável e pronto para tudo.

E lembre-se, tentar ser outra pessoa é um desperdício seja a pessoa que você é, seja aquele que vai fazer a diferença e entender que algumas coisas ruins que acontecem só nos fortalecem e que talvez sem elas a vida não fosse tão boa, afinal como você saberia que estaria feliz se você nunca tivesse provado a tristeza?

[Vi no Ironico Social  que tirou de Marc e Angel life Hack]

19 de abril de 2011

10 mentiras e 10 verdades sobre o ateísmo

1 opiniões
1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.
Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam frequentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida.

A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é... bem... insignificante.

2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.
Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles eram muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originaram cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.
Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71): “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.
Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas idéias invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo.

A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “Deus, um delírio”, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.

5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.
Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus – alguns cientistas parecem conseguir isto –, não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

6) Ateus são arrogantes.
Quando os cientistas não sabem alguma coisa – como por que o universo veio a existir ou como a primeira molécula auto-replicante se formou –, eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com freqüência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.
Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente – porque hindus, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente.

Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba, muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.

8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.
Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes será menos impressionante do que são para os humanos ateus.

Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.
Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade.

De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes, parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente disponíveis. Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.
Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão – já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.

Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão – e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas escrituras – como a regra de ouro, por exemplo – pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.

Vi no Vida em Órbita que tirou do Samharris.org com Tradução: de Alenonimo

22 de março de 2011

Como lidar com uma piada

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Saiba através desse fluxograma, que o Alessandro Martins do blog Livros e Afins provavelmente traduziu, como lidar com uma piada.

19 de janeiro de 2011

ENTRELINHAS DO SER

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ENTRELINHAS DO SER
Cada ser humano é capaz de protagonizar um ato da história
E fazer de cada segundo de sua existência
Um partícipe a mais nas entrelinhas do mundo

E unidos em um único poema,
Recitemos, em uníssono
A liberdade que nos vem habitar,
Os mistérios nos quais o ser encontra abrigo

Onde cada indivíduo nos mostra sua face díspar,
Num misto de mimetismo e empatia
Onde a vida, gesto a gesto
Encontra sua própria verdade.

17 de janeiro de 2011

ACRÓSTICO Nº 1

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D everíamos praticar todos os dias esse exercício, seguindo o
E xemplo que a filosofia nos deu ao longo dos séculos:
V iver em constante mudança
I ndiscutivelmente é a melhor forma de
R evelar nossa imagem perene diante do mundo.

1 de janeiro de 2011

Você é feliz?

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13 de dezembro de 2010

Tabela periódica de influências criativas

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Esta é uma lista de pessoas numa planilha baseada na Tabela Periódica dos Elementos Químicos. A tabela periódica clássica é substituída por cineastas, músicos, designers, artistas, escritores e outras pessoas inspiradoras. Organizada por Mat Dolphin que convidou seus colegas a fazer este trabalho visual é no mínimo interessante.

Clique na imagem para aumentar

Fonte: Matdolphin

6 de agosto de 2010

Palavras

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"A cada momento vão aparecer palavras novas e quanto mais palavras eu ficar conhecendo, mais perguntas vou ter para fazer, maior vai ser o meu mundo(…)"


Menino Quadradinho (Ziraldo)


As palavras podem ser como raios x , se as usarmos adequadamente: penetram em quase tudo.

Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo)





1 de março de 2009

Pensando

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A raça humana, durante toda a existência na Terra precisou e precisa de apenas uma coisa para ser racional: raciocinar.

Hoje, depois de tanto tempo (30 mil anos após o último degrau de nossa evolução), a preguiça faz com que a grande maioria dos humanos deixe de raciocinar.

Um humano espera que o outro pense por si, e o outro espera que um outro pense por si criando desta forma um “circulo vicioso”.

Nossa Sociedade Humana é fragmentada acerca de idéias vazias sobre tudo.

E ainda assim mudamos o mundo desde então, pois alguns humanos racionais e o interesse de outros humanos não tão racionais, mas que estão no poder existiram e existem para cultivar condições de existência.

Nós criamos nossas condições de existência, não os deuses ou a Natureza.

E essas condições podem ser para a criação ou destruição.

Diferentemente dos outros animais, por criarmos condições de existência, podemos ser chamados de racionais.

Contudo, se não controlamos nossa libido, somos tão irracionais quanto um cachorro ou um inseto.

A “Grande Massa” é um fato. E esta está dominada pela libido.

Na sociedade ela integra a maioria absoluta da coletividade. São alienados, sem vontades e decisões próprias. Sem consciência dos problemas que nos afetam, nem percepção das falhas do Sistema.

São como um grande rebanho guiado para o pasto ou para o curral.

Isto a torna inferior, igualando-a ou até mesmo tornando-a mais irracional que qualquer outro animal.

Ter a consciência do tempo e do espaço também nos torna humanos racionais, pois é preciso fazer uma reflexão destas dimensões da Natureza, processo pelo qual nenhum outro animal passa.

Medimos o tempo em minutos, meses, eras. Medimos o espaço em centímetros, quilômetros, espessuras. Há uma infinidade de medidas para o tempo e espaço que não convém aqui ser citados.

Só de pensarmos nesta infinidade, percebemos como é complexo o pensamento racional.

Animais irracionais podem seguir pelo instinto, certos caminhos para completarem seus ciclos. Se um ser humano não toma conhecimento da noção de tempo e espaço e segue seu caminho aparentemente pelo tempo e espaço correto, faz isso tão instintivamente, tão irracionalmente quanto qualquer outro animal da Natureza.

Ser racional é também discernir o real do sobrenatural. Saber distinguir o concreto e não se confundir em fantasias onde a verdade é tão densa quanto um nevoeiro.

Ser racional é não ter medo de se questionar e de questionar quem está aparentemente acima de você.

Ser racional é ser livre de pensamentos impostos pela família, pelos vizinhos, pela igreja, pela escola, pela televisão e por tantas instituições cegas que estão sem saber a serviço dos dominantes que aproveitam a preguiça de humanos irracionais para aumentar cada vez mais as falhas do Sistema.

Ser Racional é saber o que está acontecendo...

Então fica definitivamente provado que deus sentou-se e, do barro, fez milhares de dinossaurozinhos, de todos os tipos, só que se esqueceu de citá-los na bíblia, pequeno lapso, coisa sem importância.

Chuto meu cérebro pelo chão, pois acho que o prazo de validade de minha vida está vencido.

Espero que amanhã mesmo despedaçado esteja mais animado. Preciso verificar a garantia da minha vida. Quero outra.

Voltamos à inquisição?

Essa época já passou, tenho o direito de agredir qualquer religião, desde que não passe para o lado pessoal, se meus argumentos te agridem, ou você pode furtar meus argumentos ou simplesmente se retirar.

É simples.

Agora calar, não!

Já não bastam os dois mil anos calado ouvindo baboseiras da boca de padres, bispos e outros fanáticos religiosos?

Não se pode confundir crítica com falta de respeito.

Pois bem, eu critico e nem por isso eu deixo de respeitar a religião dos outros. Não se deve confundir crítica à religião dos outros com intolerância religiosa.

Nesse país têm sim pessoas que praticam intolerância religiosa, que usam de expressões ofensivas contra a religião alheia, insultos e outras coisas. Mas não é todo mundo aqui que é assim, ainda bem.

E o questionamento é uma coisa que deve fazer parte da vida das pessoas.

Aliás, O senso crítico faz parte de uma boa educação.

Só uma coisa não consigo digerir: os dinossauros. Ah é! Deus não existe. Agora sim entendi.

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