Mostrando postagens com marcador Convidado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Convidado. Mostrar todas as postagens

5 de agosto de 2008

Doutrina do silêncio

0 opiniões

Fundamentada em ditadura autoritária, cultura do sistema educacional de nível técnico do estado de Mato Grosso não permitem emissão de opinião “negativa” sobre administradores governamentais.

A Constituição do Brasil de 1998 prescreve, no art. 5º, o direito à livre expressão do pensamento para todos os cidadãos nascidos no Brasil, vetando apenas o anonimato. Mas, infelizmente, não é o que ocorre nas dependências dos Centros de Educação Tecnológicas de Mato Grosso, que são mantidos pelo governo do Estado. Nesses Centros de Educação os servidores parecem não ter liberdade de expressarem suas opiniões ou não têm opiniões sobre os atos da administração pública vigente.

O art. 220 afirma que: “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”. Em seu parágrafo 1º está prescrito que: Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV. E mais, o parágrafo 2º do art. 220 veta toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

Mas o que está acontecendo com os servidores dos Centros Educacionais Estaduais de Mato Grosso que não emitem uma opinião sobre a democratização dessas unidades de Educação? Querem esses servidores voltar ao período de intervenção, muito comum na ditadura militar?

Os alunos do Ensino Fundamental de Sinop votam em diretores de Escola e isso é possível com um público que têm em media, menos de 15 anos. Por que os que fazem parte da educação técnica estadual no Mato Grosso não podem eleger os diretores dos Centros Tecnológicos Estaduais? Os alunos do Ensino Fundamental de Sinop nos dão um show de democracia e, eu fico aqui imaginando quando será que vamos sair dessa “dedocracia”.

Autor: Francisco Antonio de Oliveira Filho, Servidor Público do Estado de Mato Grosso.

9 de julho de 2008

Como converter um ateu

1 opiniões
Uma coleção de moléculas executa um programa, cujo resultado final é a reprodução do programa e a autoperpetuação daquela coleção de moléculas Lehninger (2005). Mas se uma nova molécula entrar na coleção e interferir na execução do programa de uma forma que ele funcione melhor (...)? O que será que o programa vai fazer? O programa vai apenas replicar o pedaço de DNA responsável pelas informações que desencadeiam a síntese dessa nova molécula e o meio vai dizer se a molécula estará presente na maioria da população ou não.
Mas como é possível que uma molécula entre para o clube das que ajudam a executar o programa, quando este apresenta soldados para barrar a entrada de indivíduos estranhos (proteínas estranhas)? Erros na replicação e falhas no controle de qualidade do DNA podem dar origem a novos genes que contém outras informações. A troca de letras (base nitrogenadas) pode alterar a palavra (códon) e modificar a informação final (produto biológico). Isso é possível? O programa pode ser alterado? A mutabilidade do programa é possível?
Nos países as seleções de futebol que os representam são distintas e, nas espécies é a mesma coisa. Seleções de moléculas distintas executam programas distintos (espécies diferentes). Quem pode dizer qual foi o número de moléculas biológicas que Deus criou? Quando eu encontrar esse homem, converto-me ao cristianismo no mesmo instante...


Por: Francisco Antonio de Oliveira Filho

17 de junho de 2008

Datas inventadas, consumismo e hippie do novo milênio

5 opiniões
Depois de vasculhar o blog do Jeniss montei este texto com a opinião deste hippie do século XXI sobre o consumismo. Então, com a palavra Jeniss de Almeida Alves:
De inicio imaginei que o famigerado e inútil (minha opinião) "dia dos namorados" era mais uma data inventada pelo comércio (acho que o "dia da vovó" provavelmente surgiu a pouco tempo), mas depois de ler um pouco a respeito vi que o assunto é mais antigo do que parece. Para ser sincero, não sou muito fã dessas datas festivas "alternativas", como o dia das mães, dos pais, dos namorados, ou qualquer coisa que se assemelha a esse assunto. E o interessante é que o comércio em geral – oportunista como sempre – transforma essas datas em eventos imperdíveis para os consumidores em geral, ou seja, pregam uma filosofia indecentemente consumista – como se estivesse condenando a pessoa que não presenteia um amigo, pai, mãe, namorado(a), avó, e por aí vai. Às vezes tenho alguns ataques de consumista desenfreado (algo que precisa urgentemente ser corrigido).
Está cada vez mais complicado arranjar dinheiro durante os dias de trabalho. Espero que essa semana seja um pouco mais feliz – financeiramente falando. Mas de que adianta dinheiro se eu não tiver saúde? É através de uma vida saudável que conseguirei reunir forças para a luta diária. Às vezes penso em um mundo onde o dinheiro não compra ou traz tudo que um indivíduo realmente necessite. É um pensamento literalmente INÚTIL, mas em certas horas penso sobre isso. Acho que se eu fosse nascido nos anos 1940, provavelmente aos meus 25 anos seria um Hippie. Fora a busca pela “liberação da mente”. Gosto de alguns aspectos do estilo de vida que levavam essa famosa vertente da sociedade que surgiu na segunda metade do século passado.

Por: Jeniss de Almeida Alves

6 de abril de 2008

Quando a pessoa deixa de ser povo

0 opiniões

Hoje um colega de trabalho me deixou um tanto quanto incomodada pela maneira como ele se referiu a mim. Estávamos falando sobre um assunto irrelevante e num momento eu citei um trecho da Bíblia para justificar o meu argumento. Ele se dirigiu a outra pessoa que ouvia a nossa conversa e disse: “olha até aonde o povo usa a palavra de Cristo”.

No momento como já dissera, senti-me incomodada, ele me chamou de povo. Ao meu pensar esse termo: povo é mais empregado como um adjetivo, que é usado para qualificar, ou talvez, desqualificar pessoas que não tenham uma visão crítica em vista aos acontecimentos atuais, ou às pessoas totalmente alienadas e conformadas com a atual situação.

Mas depois de algum tempo, pensando melhor, me perguntei: será que sou mesmo isso que ele disse?! Eu, uma universitária, que leio bons livros, revistas, que trabalho em uma escola e convivo com professores e muitas pessoas muito bem informadas. Eu sou esse tal de povo?

Sim, sou esse povo. Apesar de tudo isso que falei sobre mim antes, o que eu estou fazendo? Será que é só isso mesmo?

Quando a pessoa deixa de ser povo? Eu acredito que eu deixarei de ser povo quando deixar de pensar no individual e começar a pensar no povo. Quando eu fizer ou fazer com que alguém faça algo que mude essa situação que o povo está passando e achando normal, achando talvez, merecido.

Gostaria de publicar o que escrevi, para que talvez eu encontre alguém que se comova com minha causa e me ensine como não ser mais povo, e então, eu possa chegar aos meus caros colegas universitários, colegas de trabalho, aos professores, e ensinar a eles também como deixar de ser povo.


Por: Francilza dos Santos Souza
Sinop, 21 de agosto de 2006

O colete a prova de balas

0 opiniões
As bactérias apresentam uma estrutura chamada parede celular, onde se encontra peptideoglicano, essa substância é exclusiva das paredes bacteriana e assim pode ser motivo de ataque de antibiótico. Como os humanos não apresentam parede celular não podem ser afetados pelos princípios ativos que são usados para esse fim.
Mas algumas vezes surgem bactérias resistentes a determinado principio ativo e, sendo assim, elas podem ser selecionadas no meio que contém a bala (antibiótico) que mata as demais bactérias.
Segundo os evolucionistas isso acontece porque algumas bactérias sofrem mutação e as informações genéticas são alteradas de tal forma que o produto biológico (peptideoglicano) final é diferente e comporta-se de outra maneira na presença da bala (antibiótico), assim não sendo afetado por ela.
Assim as bactérias que apresentam a mudança são selecionadas para perpetuar a espécie e as que são desprovidos das mutações morrem por ser afetadas pelo antibiótico. Dessa forma as bactérias que foram selecionadas apresentam resistência ao antibiótico (bala).
Nessa conclusão aparecem duas evidências que sustentam a evolução: 1 a mudança que torna as bactérias diferente (mutação), 2 a pressão seletiva que o meio com antibiótico provoca. Esses são os dois eventos chaves que a evolução sustenta para explicar a diversidade biológica e, assim é provável que haja mudança dentro de uma mesma espécie.
Isso é o que eles dizem, evolucionistas, mas o criacionismo afirma que as bactérias vão às lojas de segurança e compram coletes a prova de balas e os esquerdistas dizem que nem todas as bactérias possuem condições financeiras para comprar coletes. Segundo os esquerdistas isso é provocado pela desigualdade social no mundo bacteriológico, onde só a elite tem dinheiro para comprar os coletes. Isso prova que as bactérias que sobrevivem não sofreram mutações e só sobreviveram por que “comparam os coletes a prova de bala”, cuja maioria das bactérias, a margem do capitalismo, não podem comprar.

Por: Francisco Antonio de Oliveira Filho
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Ocioso