31 de maio de 2013

Ancestral dos mamíferos foi pequeno animal que comia insetos, diz estudo

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Equipe de 23 pesquisadores publicou estudo na revista 'Science'. Eles analisaram 86 espécies para reconstituir ancestral de mamíferos.


Uma grande pesquisa com a participação de 23 cientistas, publicada na renomada revista "Science", nesta quinta-feira (7), reconstituiu como seria o ancestral comum dos mamíferos placentários, grupo extremamente diverso que inclui de baleias a roedores, felinos, caninos, primatas e humanos.
Além da ilustração, os cientistas definiram características - o animal se alimentaria de insetos e seria pequeno, parecido com um roedor. Ele teria surgido pouco após o desaparecimento dos dinossauros, diz uma das autoras do estudo, Maureen O'Leary, professora da Universidade Stony Brook e pesquisadora do Museu Americano de História Natural.

Ilustração mostra como seria o ancestral comum aos mamíferos, um pequeno animal que se alimentava de insetos (Foto: Divulgação/Carl Buell/Museu Americano de História Natural)


"Espécies parecidas com roedores e primatas não dividiram o espaço na Terra com dinossauros não-voadores, mas surgiram de um ancestral comum - um pequeno animal, insetívoro", apontou Maureen na pesquisa.

Após os dinossauros
O surgimento e diversificação de espécies de mamíferos placentários, ao contrário de hipóteses cogitadas por estudos recentes, ocorreu após a extinção dos dinossauros, depois do período Cretáceo, dizem os cientistas. Os grandes répteis pré-históricos teriam desaparecido com o impacto de um meteoro na Terra há 65 milhões de anos, que teria extinguido cerca de 70% das espécies do planeta.
"A análise de um banco de dados gigantesco mostra que os mamíferos placentários não surgiram durante o Mesozóico", afirmou Maureen. Segundo o estudo, o ancestral dos mamíferos surgiu entre 200 mil e 400 mil anos após o impacto do meteoro.


Fóssil de mamífero que teria vivido pouco após o
Cretáceo e que foi um dos estudados para formular
a reconstituição do ancestral dos mamíferos (Foto:
Divulgação/Museu Americano de História Natural)
A datação é 36 milhões de anos mais recente do que previsões anteriores, feitas com base só em informações genéticas, segundo Marcelo Weksler, pesquisador brasileiro do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele também é um autor da pesquisa.
Além da Universidade Stony Brook e do Museu Nacional da UFRJ, participam do estudo cientistas da Universidade Yale, da Universidade Western, da Universidade de Louisville, da Universidade do Tennessee (todas nos EUA), do Instituto de Paleontologia de Vertebrados da China e de ao menos outras três outras instituições internacionais.

Como chegar ao ancestral
Para chegar ao ancestral comum dos mamíferos, um animal que seria do tamanho de um rato pequeno, os cientistas destrincharam as características físicas e genéticas de 86 espécies, 40 delas já extintas, mas conhecidas através de seus fósseis.
No processo, eles reuniram 4,5 mil características morfológicas, como a presença ou a ausência de asas, dentes e certos tipos de esqueletos, e depois as combinaram com dados genéticos.
O banco de dados pesquisado contém dez vezes mais informações do que as usadas até o momento para estudar a história dos mamíferos, dizem os cientistas.


28 de maio de 2013

10 profissionais mais felizes e infelizes com seus trabalhos em 2013

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Como você se sente em relação ao seu trabalho atual? Se você é um agente imobiliário, pode estar satisfeito com a carreira, pois o cargo coleciona profissionais felizes, segundo pesquisa do site de carreiras Careerbliss. Já os advogados associados se mostraram os mais infelizes em 2013.


O site norte-americano compilou a opinião de 65 mil profissionais em 2012 para determinar quais empregos proporcionavam as maiores satisfações profissionais. Para classificar as carreiras, os profissionais levaram em conta diversos fatores sobre seus empregos, como a cultura da empresa, remuneração e se eles eram felizes em suas posições.
Em uma escala de zero a cinco, o Agente Imobiliário liderou a lista entre os profissionais mais felizes, com uma média de 4,26. As comissões altas tem alegrado muitos agentes, responsáveis por alugar, comprar ou vender propriedades para clientes. Já o segundo mais feliz é o Engenheiro de Garantia da Qualidade Sênor, com uma nota de 4,23.
Entre os profissionais mais infelizes do mercado de trabalho, os advogados associados lideram a lista, com um nível de “felicidade” médio de 2,89 de 5. "Advogados associados estão mais descontentes com a sua cultura de empresa", disse diretor-executivo do CareerBliss, Heidi Golledge, para a Forbes. "Em muitos casos, pode levar vários anos para um advogado associado crescer na empresa”.
A lista da "infelicidade" segue com os balconistas, enfermeiros e professores, o que é uma surpresa para Golledge. “Nossa pesquisa mostra que os professores estão felizes com seus trabalhos e colegas. No entanto, os salários, a falta de investimentos na área e poucas de oportunidades para crescer deixam a desejar da profissão”, explica. “As enfermeiras, por outro lado, têm mais problemas com a cultura do seu trabalho e com as pessoas com quem trabalham”.
Se identificou com alguma dessas citadas? Veja abaixo a lista completa das 10 profissões mais felizes e infelizes:

Profissionais mais felizes (0 a 5)

Cargos Pontuação
*CareerBliss
Agente Imobiliário 4,26
Engenheiro de Qualidade Sr. 4,23
Representante de Vendas Sr. 4,19
Superintendente de Construção 4,10
Desenvolvedores de Aplicativos Sr.  4,08
Gerente de Logística 4,07
Gerente de Construção 4,06
Assistente Administrativo 4,04
Engenheiro de Redes de Comunicação 4,02
Assistente de Controladoria 4,02

Profissionais mais infelizes (0 a 5)

Cargos Pontuação
*CareerBliss
 
Advogado Associado 2,89
Atendimento ao Cliente 3,16
Balconista 3,18
Enfermeiro 3,22
Professor 3,22
Coordenador de Marketing 3,31
Assistente Jurídico 3,38
Técnico em Farmácia 3,39
Especialista em Suporte Técnico 3,41
Gerente Geral 3,44

18 de maio de 2013

Personagens sem nome

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Indiana Jones, Darth Vader, James Bond, Travis Bickle, Vito Corleone certamente são nomes de personagens inesquecíveis, mas o cinema também tem sua parcela de grandes personagens sem nome, geralmente personagens solitários e de passado misterioso, cujas motivações permanecem incógnitas para o espectador, ou simplesmente representam pessoas comuns, “recipientes” onde o público possa se projetar garantindo uma identificação maior.

Em fim, acabo de assistir ao fascinante “Drive” que conta com um desses maravilhosos personagens “sem nome” que certamente já nasceu cult, o “motorista” do título, vivido por Ryan Gosling, segue a linha misteriosa e como acabou de sair do forno, fica como menção honrosa para que outros possam ser lembrados na lista principal, outra menção fica para o Homem e a Esposa do maravilhoso Aurora de F.W. Murnau, que como o próprio subtítulo sugere, é sobre dois humanos, podendo ser qualquer casal do planeta..

TOP 5 – Personagens sem nome


5° Lugar – O GuerreiroHerói.

Jet Li no melhor papel de sua carreira encarando um homem tentando se vingar do Imperador, com uma estrutura estilo “Rashomon”, aos poucos vamos descobrindo mais sobre as motivações dos personagens e ao mesmo tempo somos brindados com imagens maravilhosas concebidas por Zhang Yimou.
 

4° Lugar – Ele e Ela – O Anticristo.

Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg vivem um casal tentando superar a culpa pela morte do filho numa trama aparentemente simples, mas recheada de simbolismos propostos pelo diretor Lars Von Trier, assim como em Aurora, podemos compartilhar de maneira intensa os dilemas do casal.

3° Lugar – O Narrador – Clube da Luta

O personagem de Edward Norton abre o filme dizendo: “- As pessoas sempre me perguntam se eu conheço Tyler Durden“, isso é suficiente a ser dito sobre ele e sobre este filme que sem dúvida, tem uma das melhores narrações em off do cinema.

2° Lugar – O Pistoleiro – Trilogia dos Dólares.

O Personagem de Clint Eastwood da obra de Leone é o arquétipo que inspirou os anti-heróis do cinema nas últimas décadas.


1° Lugar – O Vagabundo – O Garoto, Em Busca do Ouro, Luzes da Cidade, Tempos Modernos etc.

Monsieur Verdoux, Adenoid Hinkel são belos personagens criados por Charles Chaplin, mas é inquestionável que o “Vagabundo”, é não só o seu maior personagem, como também o mais famoso sem nome, como também um dos maiores ícones da história da cinema.

 [Vi no Doutor Caligari]

12 de maio de 2013

Infantilização de cartazes cinematográficos

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Já percebeu que as capas dos filmes da Disney no Cinema e em DVD são diferentes?

Há certa disparidade entre a arte dos filmes, muitas vezes os cartazes de filmes infantis e seus lançamentos em DVD mostra a elegância de um, e no outro um exagero de cores brilhantes e rostos sorridentes, incluindo os personagens secundários que também aparecem.

Para exemplos do que estou dizendo, veja na galeria abaixo:

 










2 de maio de 2013

Quer melhorar a memória? Dica aqui e agora:

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Quer melhorar a memória? Esqueça as coisas

Por Natasha Romanzoti do Hypescience.com

Problemas de memória? O melhor a se fazer, para poder se lembrar, é esquecer. Sim; cientistas descobriram que, quanto melhor você é em esquecer, melhor você é em lembrar.
Como isso funciona: para se lembrar de fatos que são importantes na sua vida hoje, você tem que ser capaz de abrir mão de informações que você não precisa mais.


Por exemplo, se alguém lhe perguntar quem é o presidente atual do Brasil, você pode se lembrar de Fernando Henrique Cardoso, ou Lula. Claro, isso está incorreto. Então você tem que arrumar uma maneira de não pensar sobre FHC ou Lula, para poder se lembrar de que a presidente atual do Brasil é a Dilma Rousseff.
Claro, você não precisa se esquecer pra sempre dos outros presidentes do Brasil. Seu cérebro está cheio de informações, e para que você tenha informações importantes ao seu alcance – na ponta da língua -, tem que se esquecer de fatos que não são imediatamente necessários.
É como os seus pertences: coisas importantes que você pode armazenar em sua mesa. Coisas menos importantes, você coloca numa gaveta. Outras, você deixa ao alcance de sua mão. Se você realmente precisar do que estiver na gaveta, é só buscar o que você precisa, mas é mais difícil o acesso a ela.
Para ter uma noção de como o cérebro se esquece, a fim de se lembrar, pesquisadores realizaram algumas experiências.


Em uma delas, os voluntários receberam uma lista de seis palavras relacionadas; uma lista de seis frutas, por exemplo.
Em seguida, os voluntários tiveram que fazer um teste simples em que a categoria foi listada junto com a primeira letra de três itens, seguidos por um espaço em branco a ser preenchido. Por exemplo, categoria “frutas” seguido por um “L” de laranja, ou “M” de maçã.
Depois disso, os voluntários fizeram o mesmo teste, mas desta vez com letras iniciais para todos os seis itens. Os voluntários facilmente se lembraram dos três itens que estavam no outro teste. Os outros três foram muito mais difíceis de lembrar. Suas memórias desses itens haviam sido “perdidas”.
O experimento explica o que acontece quando trocamos de número de telefone, por exemplo. Uma vez que você aprendeu o novo número, é quase impossível recordar o antigo. E isso faz sentido, pois seria muito difícil para nós se lembrar de cada número de telefone que já tivemos.
Os pesquisadores afirmaram que algumas pessoas são melhores em “esquecer para lembrar” do que outras. Essas pessoas tendem a ser melhores em resolução de problemas, o que tem a ver com a maneira como seus cérebros organizam a informação, que as ajuda a pensar.
E você? É melhor em lembrar, ou esquecer?

Soro da Memória, Como Fazer?

Por Sergio de Souza do Hypescience.com

O soro da memória contém proteínas, peptídios e lipídios. Eles ajudam os neurônios a formar a sua rede através das sinapses.
Para fazê-lo usamos o soro do leite que é a parte líquida restante após retirarmos o material branco espesso. Essa “água” do leite é que é usado no soro. O leite usado para o soro deve ser A ou B, de saquinho.


Este suco da memória é um coadjuvante da saúde. Em três meses é possível observar diferenças no sono, na memória e no aprendizado. Você tem que tomar apenas 100 ml, meio copo, toda noite antes de dormir.
Quem o toma descansa melhor e aprende melhor o que ocorreu durante o dia.
Receita do soro da memória:
  • Misture em cada litro de leite (A ou B) o suco de um limão.
  • Ele deve ficar descansando entre quatro e doze horas, até coagular.
  • Em seguida você deve coar para separar a parte sólida da líquida, com uma peneira bem fina. O líquido resultante é é o soro da memória.
Ele deve ser conservado em geladeira por três ou cinco dias e pode até ser congelado.
O soro da memória tem um gosto leve de suco de limão e deve ser tomado diariamente para que o descanso tenha maior qualidade e você fique com o cérebro mais tranquilo. Assim você vai aprender melhor as tarefas que realiza.






1 de maio de 2013

10 Incríveis animais extintos

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Você sabia que 99,9% de todas as espécies que já existiram na Terra estão extintas?
É uma pena que as coisas aconteçam desse jeito; seja evolução, destino, ou culpa do homem, nem todos os animais que já passaram por aqui continuam circulando.
Confira 10 deles, incríveis, que você nunca terá a chance de conhecer:
Por Natasha Romanzoti do site Hipescience.com


1 – Tiranossauro rex (extinto 65 milhões de anos atrás)


O tiranossauro foi um dos maiores animais terrestres de todos os tempos, medindo 13,2 metros de comprimento e 5,06 metros de altura, com uma massa estimada de até 7 toneladas. Como outros Tyrannosauridae, o tiranossauro era um carnívoro bípede, com um crânio maciço, equilibrado por uma cauda longa e pesada. Em comparação aos membros posteriores poderosos, os dianteiros eram pequenos e ele tinha somente dois dedos. Fósseis de T. rex foram encontrados em formações rochosas norte-americanas que datam dos últimos três milhões de anos do período Cretáceo, aproximadamente 68,5 a 65,5 milhões de anos atrás (um dos últimos dinossauros a existir). Mais de 30 espécimes de T. rex foram identificadas, algumas com esqueletos quase completos. A abundância de material fóssil permitiu pesquisas significativas em muitos aspectos de sua biologia, incluindo história de vida e biomecânica.

2 – Quagga: metade zebra, metade cavalo (extinto desde 1883)


Uma das mais famosas espécies extintas da África, o quagga era uma subespécie de zebra das planícies. Distinguia-se de outras zebras por ter as marcas habituais apenas na parte frontal do corpo. No meio do corpo, as listras desbotavam e escureciam, até chegar a um marrom. O nome vem de uma palavra do dialeto Khoikhoi para zebra e é onomatopeica, sendo dita para assemelhar-se ao som que o quagga faz. O quagga foi classificado originalmente como uma espécie individual, Equus quagga, em 1788. Ao longo dos próximos cinquenta anos ou mais, muitas outras zebras foram descritas pelos naturalistas e exploradores.
Por causa da grande variação nos padrões de pelagem (não há duas zebras iguais), os taxonomistas ficaram com um grande número de “espécies”, sem maneira fácil de saber qual delas eram espécies verdadeiras, quais eram subespécies, e quais eram simplesmente variantes naturais. Muito antes dessa confusão ser resolvida, o quagga havia sido caçado até a extinção por sua carne e pele. O último quagga selvagem foi provavelmente registrado no final de 1870, e o último exemplar em cativeiro morreu em 12 de agosto de 1883 em Amsterdam. O quagga foi a primeira criatura extinta a ter seu DNA estudado. Recentes pesquisas genéticas demonstraram que ele não era de fato uma espécie separada, mas uma variável da zebra das planícies.

3 – Tilacino: tigre da Tasmânia (extinto desde 1936)


O tilacino foi o maior marsupial carnívoro conhecido dos tempos modernos. Nativo da Austrália e Nova Guiné, acredita-se que foi extinto no século 20. É comumente conhecido como tigre da Tasmânia (devido a suas costas listradas) ou lobo da Tasmânia.
Foi o último membro sobrevivente de seu gênero, Thylacinus, embora um número de espécies aparentadas tenha sido encontrado nos registros fósseis que datam do início do Mioceno.
O tilacino foi extinto no continente australiano milhares de anos antes da colonização europeia, mas sobreviveu na ilha da Tasmânia junto com um número de espécies endêmicas, como o diabo da Tasmânia. A caça intensiva encorajada por recompensas é geralmente a culpada por sua extinção, mas outros fatores podem ter contribuído, como doenças, a introdução de cães e a invasão humana de seu habitat. Apesar de ser oficialmente classificado como extinto, de vez em quando há relatos de que ele foi avistado.

4 – Dugongo-de-steller (extinto desde 1768)


Encontrado perto da costa asiática do Mar de Bering, o animal foi descoberto em 1741 pelo naturalista Georg Steller. O dugongo-de-steller tinha até 7,9 metros de comprimento e pesava até 3 toneladas, muito maior do que peixes-boi e dugongos (outros mamíferos marinhos). Tinha duas patas dianteiras e uma cauda parecida com a de uma baleia. De acordo com Steller, ele nunca ia para a costa, vivia sempre na água. Sua pele era negra e grossa, como a casca de um carvalho, sua cabeça era pequena em relação ao corpo, e ele não tinha dentes. Era completamente inofensivo. Fósseis indicam que o animal era anteriormente difundido ao longo da costa do Pacífico Norte, alcançando o sul do Japão e da Califórnia. Dada a rapidez com que sua população foi eliminada, é provável que a chegada dos seres humanos na área foi a causa de sua extinção. Há ainda relatos esporádicos de animais parecidos com o dugongo-de-steller na área de Bering e Groenlândia, por isso tem sido sugerido que pequenas populações do animal podem ter sobrevivido até os dias atuais (o que não foi provado).

5 – Alce irlandês: o maior cervo (extinto cerca de 7.700 anos atrás)


O alce irlandês foi o maior veado que já existiu. Ele viveu na Eurásia, da Irlanda a leste do lago Baikal, durante o Pleistoceno. Os últimos restos conhecidos da espécie datam de cerca de 5.700 a.C., ou cerca de 7.700 anos atrás. O cervo gigante é famoso por seu tamanho, cerca de 2,1 metros de altura até os ombros, e em especial por ter a maior galhada de qualquer cervídeo conhecido (máximo de 3,65 metros, ponta a ponta, pesando até 40 quilos).
Há uma certa discussão da causa de sua extinção; alguns têm sugerido que a caça foi um fator que contribuiu para seu desaparecimento, como muito da megafauna pré-histórica. Já outros consideram o tamanho do seu chifre, que certamente restringia a circulação dos machos em regiões da floresta. Mas a evidência para a caça excessiva não é confiável, e sendo uma espécie continental, ele teria coevoluído com os seres humanos ao longo da sua existência e, presumivelmente, se adaptado à sua presença.

6 – Tigre do cáspio: o terceiro maior tigre (extinto desde 1970)


O tigre do Cáspio ou tigre persa era uma subespécie de tigre encontrada no Irã, Iraque, Afeganistão, Turquia, Mongólia, Cazaquistão, no Cáucaso, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão até que, aparentemente, desapareceu na década de 1970. De todos os tigres do mundo, era o terceiro maior. Seu corpo era forte com pernas longas, patas graúdas e garras excepcionalmente grandes. As orelhas eram curtas e pequenas. O tigre do Cáspio tinha bastante pelo no rosto; no resto do corpo, era longo e grosso. A coloração era semelhante à do tigre de Bengala. Os machos eram muito grandes e pesavam 169 a 240 quilos. As fêmeas não eram tão grandes, pesando 85 a 135 quilos. Ele também é um dos animais extintos ocasionalmente “avistados”.

7 – Auroque: tipo grande de gado (extinto desde 1627)


Um dos mais famosos animais europeus extintos, o auroque ou urus (Bos primigenius) era um tipo muito grande de gado. Eles evoluíram na Índia há cerca de dois milhões de anos, migraram para o Oriente Médio e Ásia, e chegaram à Europa cerca de 250.000 anos atrás. Até o século 13, os auroques eram limitados à Polônia, Lituânia, Moldávia, Transilvânia e Prússia Oriental. O direito de caçar animais grandes em qualquer terreno era restrito aos nobres e, gradualmente, à realeza. Como sua população diminuiu, a caça terminou, e a corte forneceu campos abertos para o auroque pastar. Sua caça era punível com morte. Em 1564, apenas 38 animais existiam, de acordo com o levantamento real. O último, uma fêmea, morreu em 1627 na Floresta Jaktorów, na Polônia. Seu crânio foi posteriormente tomado pelo exército sueco.
Na década de 1920, dois funcionários de um zoológico alemão, os irmãos Heinz e Lutz Heck, tentaram “recriar” o auroque a partir de gado doméstico, que eram seus descendentes. O apelo era baseado na concepção de que a espécie não está extinta, desde que todos os seus genes ainda estejam presentes em uma população. O resultado é o chamado gado da raça Heck, ou “auroques Heck”, que tem uma semelhança incompleta com a fisiologia dos auroques selvagens.

8 – Arau-gigante (extinto desde 1844)


O arau-gigante foi a única espécie do gênero Pinguinus a sobreviver até tempos recentes. Com cerca de 75 centímetros de altura e pesando 5 quilos, o animal, que não podia voar, foi o maior do grupo dos alcídeos. Tinha penas brancas e pretas brilhantes. No passado, foi encontrado em um grande número em ilhas do leste do Canadá, Groenlândia, Islândia, Noruega, Irlanda e Grã-Bretanha, mas acabou sendo caçado até a extinção. Restos encontrados na Flórida, EUA, sugerem que pelo menos ocasionalmente as aves se aventuraram até o sul no inverno (o que ocorreu até o século 14, mais ou menos).

9 – Leão das cavernas: um dos maiores (extinto há 2.000 anos)


O leão das cavernas é uma subespécie extinta de leão conhecida a partir de fósseis e uma grande variedade de arte pré-histórica. Esta subespécie foi um dos maiores leões; um macho adulto, encontrado em 1985 perto de Siegsdorf (Alemanha), tinha uma altura de cerca de 1,2 metros e um comprimento de 2,1 metros sem a cauda, que é aproximadamente o mesmo tamanho de um leão moderno muito grande. Ele pode ter sido em torno de 5 a 10% maior do que os leões modernos. Aparentemente, foi extinto cerca de 10.000 anos atrás, durante a glaciação de Würm, embora haja alguns indícios de que pode ter existido até 2.000 anos atrás, nos Balcãs.

10 – Dodô: ave extinta por causa do homem (extinto desde finais do século 17)


O dodô (Raphus cucullatus) era uma ave não voadora que habitava a ilha de Maurício. Parente dos pombos, tinha cerca de um metro de altura, comia frutas e fazia ninho no chão. O dodô foi extinto desde meados até o final do século 17. É comumente utilizado como o arquétipo de uma espécie extinta, pois a sua extinção ocorreu durante a história humana, e foi diretamente atribuída à atividade humana. Existem até expressões como “morto como um dodô”, que significa morto sem dúvida alguma, dentre outras.
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