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18 de maio de 2013

Personagens sem nome

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Indiana Jones, Darth Vader, James Bond, Travis Bickle, Vito Corleone certamente são nomes de personagens inesquecíveis, mas o cinema também tem sua parcela de grandes personagens sem nome, geralmente personagens solitários e de passado misterioso, cujas motivações permanecem incógnitas para o espectador, ou simplesmente representam pessoas comuns, “recipientes” onde o público possa se projetar garantindo uma identificação maior.

Em fim, acabo de assistir ao fascinante “Drive” que conta com um desses maravilhosos personagens “sem nome” que certamente já nasceu cult, o “motorista” do título, vivido por Ryan Gosling, segue a linha misteriosa e como acabou de sair do forno, fica como menção honrosa para que outros possam ser lembrados na lista principal, outra menção fica para o Homem e a Esposa do maravilhoso Aurora de F.W. Murnau, que como o próprio subtítulo sugere, é sobre dois humanos, podendo ser qualquer casal do planeta..

TOP 5 – Personagens sem nome


5° Lugar – O Guerreiro – Herói.

Jet Li no melhor papel de sua carreira encarando um homem tentando se vingar do Imperador, com uma estrutura estilo “Rashomon”, aos poucos vamos descobrindo mais sobre as motivações dos personagens e ao mesmo tempo somos brindados com imagens maravilhosas concebidas por Zhang Yimou.
 

4° Lugar – Ele e Ela – O Anticristo.

Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg vivem um casal tentando superar a culpa pela morte do filho numa trama aparentemente simples, mas recheada de simbolismos propostos pelo diretor Lars Von Trier, assim como em Aurora, podemos compartilhar de maneira intensa os dilemas do casal.

3° Lugar – O Narrador – Clube da Luta

O personagem de Edward Norton abre o filme dizendo: “- As pessoas sempre me perguntam se eu conheço Tyler Durden“, isso é suficiente a ser dito sobre ele e sobre este filme que sem dúvida, tem uma das melhores narrações em off do cinema.

2° Lugar – O Pistoleiro – Trilogia dos Dólares.

O Personagem de Clint Eastwood da obra de Leone é o arquétipo que inspirou os anti-heróis do cinema nas últimas décadas.


1° Lugar – O Vagabundo – O Garoto, Em Busca do Ouro, Luzes da Cidade, Tempos Modernos etc.

Monsieur Verdoux, Adenoid Hinkel são belos personagens criados por Charles Chaplin, mas é inquestionável que o “Vagabundo”, é não só o seu maior personagem, como também o mais famoso sem nome, como também um dos maiores ícones da história da cinema.

 [Vi no Doutor Caligari]

12 de maio de 2013

Infantilização de cartazes cinematográficos

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Já percebeu que as capas dos filmes da Disney no Cinema e em DVD são diferentes?

Há certa disparidade entre a arte dos filmes, muitas vezes os cartazes de filmes infantis e seus lançamentos em DVD mostra a elegância de um, e no outro um exagero de cores brilhantes e rostos sorridentes, incluindo os personagens secundários que também aparecem.

Para exemplos do que estou dizendo, veja na galeria abaixo:

 










16 de março de 2013

As Hienas de O Rei Leão

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Eu adoro essa hienas da Disney, "morro de rir" com elas. Em O Rei Leão foram as hienas as cúmplices da tentatica de matar Simba e no assassinato de Mufasa, destruíram todo um     reino" depois de ajudar Scar assumir o cargo de rei. Maléficas elas, hein?

Hienas, douchebags chefe do Serengeti
Mas, espere um instante; elas só querem algo para comer. Ou isso é problema delas? Mufasa foi quem baniu do Reino e obrigou-as a viver em um cemitério de elefantes, que não é lugar para educar uma "criança" hiena. Nunca sabemos por que foram expulsas para as "favelas", com isso:

Mufasa: Tudo que você vê de ve existir em conjunto, em um delicado equilíbrio. Como rei, você precisa entender esse equilíbrio e respeitar todas as criaturas - desde a formiga rastejando até o antílope saltando.

Simba: Mas pai, não comemos os antílopes?

Mufasa: Sim, Simba, mas deixe-me explicar. Quando morremos, nossos corpos se tornam grama. E os antílopes comem a grama. E assim estamos todos conectados no grande círculo da vida.

Simba: Uau... Digamos, Pai, onde as hienas se encaixam no grande círculo da vida?

Mufasa: Ugh, as hienas. Não, f#@k esses caras.

Simba: Sim, isso é justo.

Essa é a única maneira de explicar como Scar tem todo um exército desses animais atrás dele com o slogans dissidentes "Fique comigo, e você nunca vai passar fome novamente!" Scar não estava prometendo-lhes um poder ilimitado, só a possibilidade de comer e funcionar como membros da sociedade. As hienas estavam putos porque o regime opressivo do leão tinha reduzido elas a cidadãos de segunda classe, armazenando todo o bolo para si.

De certa forma é racismo!

F*#@-se o racismo
Não admira que seguiram o irmão de Mufasa. O Scar oferecia às hienas uma revolução do "homem comum". Ele era mais ou menos como um Lenin de quatro patas.

Adaptado do texto de Cezary Jan Strusiewicz

15 de maio de 2012

Os melhores filmes nunca filmados

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Os admiradores de Alfred Hitchcock tendem a apontar "Um Corpo que Cai", "Intriga Internacional", "Psicose" e "Os Pássaros" entre seus melhores filmes, mas pouca gente se lembra de "Caleidoscópio".

O mesmo em relação a Stanley Kubrick: "2001: Uma Odisseia no Espaço" e "Laranja Mecânica" costumam integrar listas de seus filmes mais importantes, mas "Napoleão" é um ilustre desconhecido.

Pode-se dizer coisa idêntica de "Jesus", de Carl Dreyer, "O Idiota", de Andrei Tarkóvsky, "Leningrado: Os 900 Dias", de Sergio Leone, ou "Gershwin", de Martin Scorsese.
Claro: esses filmes jamais foram feitos, embora seus diretores tenham desenvolvido os projetos, em alguns casos, até bem perto de dar início às filmagens.

Eles constam de uma lista com "os 20 melhores filmes nunca realizados", publicada pela revista norte-americana "Film Comment" -- veículo da Film Society do Lincoln Center, de Nova York. É de dar água na boca e fazer a imaginação voar (leia aqui, em inglês).

O primeiro da lista é "O Coração das Trevas", baseado no romance de Joseph Conrad, que Welles e sua turma fariam ao desembarcar em Hollywood. Já havia roteiro, maquetes de cenários e outros detalhes bem encaminhados quando Welles e a produtora RKO desistiram do projeto.

A história do cinema não pode reclamar: o filme nascido desse abandono foi "Cidadão Kane". E "O Coração das Trevas", por sua vez, daria origem a "Apocalypse Now", de Francis Coppola.
Em segundo lugar na lista da "Film Comment", aparece "Gênesis", de Robert Bresson, que seria financiado pelo produtor Dino De Laurentiis. Um dos motivos de Bresson para desistir foi a dificuldade encontrada para fazer com que os animais "interpretassem" seus papeis de acordo com os relatos bíblicos.

Kubrick tem dois filmes na lista: "Napoleão", que seria realizado logo depois de "2001", com Jack Nicholson no papel de Bonaparte, e "Os Documentos Arianos", ambientado durante a II Guerra Mundial e abandonado quando o diretor soube que Steven Spielberg fazia "A Lista de Schindler".

Em ambos os casos, Kubrick sofreu por se ver obrigado a desistir. Hitchcock também, quando a MCA/Universal cancelou "Caleidoscópio", sobre um assasino serial gay. Impressionado por "Blow-up - Depois Daquele Beijo", de Michelangelo Antonioni, o cineasta inglês já havia feito o planejamento para 450 posições de câmera, além de testes de imagem e som.
Como consolo, algumas das ideias de "Caleidoscópio" foram parar em "Frenesi".

Não há consolo, entretanto, para a adaptação que Sergei Eisenstein faria em Hollywood do romance "Uma Tragédia Americana", de Theodore Dreiser, muito menos para a adaptação de "Em Busca do Tempo Perdido", de Marcel Proust, que Luchino Visconti planejou em detalhes.
Pense no elenco: o narrador-protagonista seria feito por Alain Delon ou Dustin Hoffman; Silvana Mangano ficaria com a Duquesa de Guermantes; Laurence Olivier e Marlon Brando estavam cotados para interpretar o Barão Charlus.

Partes da saga memorialística de Proust foram depois adaptados por Volker Schlöndorff ("Um Amor de Swann", com Jeremy Irons como Swann, Ornella Muti como Odette, Alain Delon como Charlus e Fanny Ardant como a Duquesa de Guermantes) e Raoul Ruiz ("O Tempo Redescoberto", com Catherine Deneuve como Odette e John Malkovich como Charlus).

Vêm aí mais filmes de sonho para exercitar a imaginação: a "Film Comment" promete, nos próximos dias, expandir a lista até 100 títulos.

Segue abaixo com tradução livre os 20 filmes desta lista:


Uma Tragedia Americana
Caleidoscópio
1. Coração das Trevas de Orson Welles
2. Genesis de Robert Bresson
3. Napoleão de Stanley Kubrick
4. Uma Tragedia Americana de Sergei Eisenstein
5. Jesus de Carl Theodor Dreyer
6. As Aventuras de Harry Dickson de Alain Resnais
7. Eu, Claudius de Joseph von Sternberg
8. Caleidoscópio de Alfred Hitchcock
9. Os Documentos Arianos de Stanley Kubrick
10. O Idiota de Andrei Tarkovsky
11. Leningrado: Os 900 Dias de Sergio Leone
12. O Seguidor de Filmes de Terrence Malick
13. Em Busca do Tempo Perdido de Luchino Visconti
14. A Duquesa de Langeais de Max Ophüls
15. As Crusadas Paul Verhoeven
16. O Berço do Rock, Orson Welles
17. Em Busca do Tempo Perdido de Joseph Losey
18. Gershwin, Martin Scorsese
19. A Casa de Bernarda Alba de Luis Buñuel
20. A Conquista do México de Werner Herzog


1 de fevereiro de 2012

Um anel de noivado "Indiana Jones"

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 (Clique na imagem para aumentar)

Este é um anel muito bonito, muito cool. A noiva em potencial do proponente é declaradamente uma grande fã de Indiana Jones, por isso eles o personalizou e fizeram um anel que reflete isso.

O modelo abaixo explica os detalhes; o chicote é o anel propriamente dito, o diamante amarelo é o "ídolo" do primeiro filme. Melhor do que um diamante vermelho sangue, simboliza o coração extarído em O Templo da Perdição. Alguns dizem que deveriam ser uma caveira de cristal no lugar da pedra, que de certa maneira representa melhor nosso heroi que qualquer ícone do filme mais recente.

Há outras fotos do projeto e do anel abaixo:


[Vi no Unreality]

12 de janeiro de 2012

A árvore da vida

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The Tree of Life (EUA, 2011), Escrito e Dirigido por Terence Malick, Fotografia de Emmanuel Lubezki, Trilha Sonora de Alexandre Desplat com Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Hunter McCracken, Laramie Epples e Tye Sheridan.


Por Antonio César

Terrence Malick concebeu um filme de fotografia deslumbrante e limpa, bonito, e de certa forma muito poético. Com tom com tom introspectivo e reflexivo, marca de Malick em suas produções, faz a quem assiste se possuir junto a história.

A edição é cuidadosa e feita num ritmo que possibilita apreciar cada imagem, personagem ou acontecimento. Segue na velocidade de um eclipse. Há uma passagem que mostra dezesseis minutos da evolução do mundo de modo fantástico.

Ao mesmo tempo que a senhora O’Brian, personagem de Jessica Chastain se remete a Deus ou graça, é sugerida uma visão naturalista da vida, tudo é expressado de maneira lírica de suave entusiasmo.

Quase não há diálogo no filme, a montagem é toda em fragmentos. É como se Malick tivesse pego apenas momentos mágicos da vida de uma família e colados tudo junto de forma alinear. Faz qualquer expectador lembrar de inúmeros momentos de sua própria vida.

Emociona? Não chega a este ponto, mas faz a gente pensar no que estamos fazendo da vida. Inspira? Com certeza, qua o tempo todo. Porém, é uma película para pouco, ao mostrar a vida de uma perspectiva não convencional o diretor e também roteirista Terrence Malick construiu o que podemos chamar de raridade em Hollywood. É recomendável apenas a quem estiver preparado para um filme incomum. Típico filme ame-o ou odeie-o.




SalaZero.Blogspot.Com

19 de novembro de 2011

Uma bola que roubou o Filme

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Em vários filmes Hollywood coloca alguma coisa incomum, um objeto para celebrar as realizações dos atores, mas um tanto quanto, pouco celebrados. Embora em silêncio e às vezes sutis, esses objetos inanimados roubou o show nos filmes.

Seja um chapéu, um óculos, um saco de plástico ou até mesmo um guarda chuva voador sempre faz o Cinema ficar mais emocionante, divertido, ou um ótimo complemento para a trama. Porém há um desses objetos que sempre volta em minha memória, seja em conversas com amigos, seja em lista de filmes: a bola de Voleibol do filme Náufrago com Tom Hanks, Wilson.


Quem em Hollywood teria pensado em fazer um filme onde Tom Hanks sozinho em uma ilha não tem ninguém para dialogar? Talvez um fã do Silêncio. De qualquer forma, Hanks teve que atuando com a câmera apenas para ele. Até que seu famoso "amigo", Wilson, a bola de vôlei foi a solução que Chuck, o personagem de Hanks, encontrou para solucionar sua solidão, não para o diálogo, pois só o náufrago fala, mas ainda assim um amigo. Pintando um rosto na bola, ele cria um companheiro.

Depois de cortar a mão e deixar uma imagem manchada de sangue na parte da frente uma bola de vôlei Wilson, o personagem de Tom Hank encontra conforto na adição de olhos, nariz e boca para esta bola. Depois de muito tempo, ele acrescenta "cabelo" ao seu amigo.


Isto prova que Náufrago é, de fato, um excelente filme, mesmo que com pouquíssimos diálogo, pois é difícil fazer um filme que segure a plateia com duas horas sem conversa, e ainda captar uma afinidade entre um homem e uma bola.

Por: Antonio César

21 de setembro de 2011

Ilustrações Pop de Justin Reed

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Gangsters
Às vezes aparece arte da caricatura usando de recursos exagerados, nem sempre fica legal, mas não há como negar o quão incrível esses desenhos do ilustrador Justin Reed são. Ele que é um artista que se concentra fortemente sobre os temas do cinema e da cultura pop.

Ele tem uma galeria cheia de arte fantástica de uma série de gêneros e filmes. Alguns são compilações, outros são filmes específicos, mas todos são muito, mas muito cool.

Se você quiser contratar Justin para pintar algo surpreendente para você, sinta-se livre para tentar e reservar seu trabalho no seu site aqui. Caso contrário, a galeria de seus melhores trabalhos está logo aqui abaixo.

O Ilumidado

Anos 80

Prova de Morte

Dirty Harry

Clube da Luta

Kill Bill

Marley e Eu

O Cavaleiro das Trevas

Três Homens em Conflito

Superman

Laranja Mecânica

Psicopata Americano

Edward Mãos-de-tesoura

Tubarão

BlockBusters

Homem Aranha

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