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22 de junho de 2013

Por que as manifestações se espalharam pelo Brasil

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20 centavos, PEC 37, Saúde, Educação. Alguns ingredientes do que podemos chamar de Nova Revolução Brasileira.

Por: Antonio César


E estas manifestações pelo Brasil afora que explodiu neste mês de junho, por que estão acontecendo, hein? Será que é porque o brasileiro está cansado da corrupção, da Saúde deficitária, da Educação sem eficácia ou da Segurança insuficiente? 

Tudo isso está acontecendo, por que não dá mais para aceitar pessoas de má fé dirigindo nosso país, pois se utilizam de estradas sem sinalização, não sabemos o que tem na frente, um buraco pode atrasar a viagem e só eles ganham com isso. Quem vai tapar o buraco é a empresa deles, se alguém ficar doente e quiser um atendimento um pouco melhor é encaminhado à clínica de um amigo deles. Não. Não podemos mais deixar isso continuar.

Mas o brasileiro médio é estático, só reclama da boca para fora e não faz nada a respeito, não cobra, não escolhe com cuidado representantes na urna, não ensina seu filho o respeito com os demais (principalmente na escola), enfim, aceita o que é errado quando o que é errado está acontecendo (como vender o voto). O brasileiro médio é tão culpado, ou mais, que os próprios políticos ruins que nos representam. A resposta sem pensar não vale.

Então por que tanta gente de repente saiu às ruas para protestar contra tudo o que prejudica nossa sociedade? Não é tanta gente assim, porém é uma quantia considerável de gente que pensa um pouco mais que o brasileiro médio, gente que estava cansada de coisas erradas, de impunidade, de representação medíocre à pior. Gente que viu uma oportunidade de salvar o Brasil e que quer mudar, transformar, melhorar NOSSO país.
O mundo muda, e este é um momento propício para isso acontecer, não podemos parar apenas num grito, temos de continuar, de não tirar o olho de quem está no poder e não se importa com seu povo. Temos de ficar ali, na porta da casa deles, incomodando e mostrando que sabemos que estão nos enganando. Não podemos deixar esta, que pode ser chamada de NOVA REVOLUÇÃO BRASILEIRA, morrer. É ainda apenas um bebê, mas um bebê que já nasceu com mente aberta, com entendimento das coisas, com sede de transformar o Brasil. Transformar para melhor, é claro. Chega de descaso.



Veja no blog Café Pestana alguns dos principais equívocos sobres tais manifestações:



28 de abril de 2011

Nuvens num Céu azul de outono

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17 de março de 2011

Debate: a pirataria pode ser justificada?

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Esta é uma questão particularmente espinhosa, e para suscitar debate entre nossos leitores é interessante ser abordada. A pirataria é vista como um flagelo do mundo do entretenimento, dizem que é como um assassinato serial de direitos de autorai, outros que é a graça salvadora da indústria, abrindo portas fora de modelos tradicionais de distribuição, tornando os conteúdos mais acessíveis a todos e fazendo os maiores repensar a sua distribuição e preços.

Então, se faz a pergunta: é justificável? Vejamos alguns argumentos, pois existe diferença entre músicas, jogos, filmes e programas de TV, cada um acessíveis de maneiras diferentes, legal e ilegalmente.

1. O jogo é o mais simples. A pirataria de jogos para PC ou consoles de video-game é geralmente fraca. Pois os jogos são muito fáceis de conseguir agora através de portais como o Steam ou Gamestop. Os Consoles se esforçam para que você "rode" ilegalmente seus sistemas, e o risco de jogar além do Xbox Live ou PSN é enorme. Alguns se manifestação contra as políticas restritivas como uma forma de combater a pirataria, mas as empresas têm o direito de tentar proteger os seus produtos, mesmo se eles falham miseravelmente e muitas vezes afastam seus clientes pagantes. Eles, na verdade, precisam mudar suas táticas, mas não se pode concordar que a pirataria aqui é justificada.

2. A música é a indústria onde tudo começou, e toda a indústria mudou por causa da revolução do Napster. O fechamento de Limewire tem sido um sucesso contra os piratas, mas há muitas, muitas outras formas de encontrar música online livre. Um deles é dos mais confiáveis, qual? O YouTube. Quase todas as músicas que se deseja ouvir está disponível no site, nele, não se pode baixar a música, em vez disso, apenas reproduzi-las através do YouTube, será? Ambos os métodos são livres, ambos têm que ouvir a mesma música, você só acessa um pouco diferente. Acredita-se que você deva comprar discos de bandas que gosta em lugares como o iTunes, pelo menos, apoiá-los para fazer mais músicas, mas naquele momento, a música torna-se mais de uma instituição de caridade que um negócio. Veremos apenas uma mudança de rótulos, muitas bandas cada vez mais oferecem sua música de graça ou mais barata, é um sistema de rótulo inteiramente.

3. A pirataria de filmes não pode se justificar nos dias de hoje. É simplesmente muito fácil de encontrar filmes em tantos sites na Internet, e nunca mais que alguns reais. Sim, é fácil encontrar qualquer filme que você queira online e transferi-lo e ver através de seu Xbox por exemplo, talvez não seja moralmente correto neste caso. No entanto, os filmes que você já possui, se você deseja criar uma cópia digital, tudo bem, se você já pagou uma vez não está roubando outra cópia, basta duplicar o que você comprou para uso pessoal.

4. A televisão é um pouco mais complicada. Embora provavelmente não é direito baixar 10 temporadas de Smallville, que normalmente custam entre R$ 40,00 a R$ 60,00 a temporada. Mas pode não ser errado fazer o download do último episódio de Lost que você perdeu, porque você se esqueceu ou não pode ver. Na verdade, qualquer programa da TV por assinatura. Baixar esses programas é o mesmo que revê-los depois por estar impedido de vê-los no momento que passou. Em ambos os casos, pode ser justificável para baixar a última temporada inteira de 24 Horas, porque teoricamente você poderia ter visto ela na sua TV paga e até mesmo aberta.

É como um debate se é ou não direito de matar alguém na guerra ou auto-defesa, mas essa é a ideia. O mundo do entretenimento está mudando, e a linha entre o legal e o ilegal são, por vezes bastante borrada, pelo menos do ponto de vista moral. Vamos deixar com vocês para dissecar o que foi apresentado aqui.

Baseado no texto de Paul Tassi

1 de setembro de 2010

A idade do Tempo

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Eu estava pensando sobre o Tempo, sobre quando o Universo lá em seu momento inicial explodiu e começou sua expansão no espaço infinito. Pergunta: o Tempo, naquele instante, iniciava também sua jornada do Zero como o Universo ou vagava pelo espaço vazio e sem forma desde antes? 
Se o Tempo antes da grande explosão já fazia sua caminhada de contagem contínua, então o Tempo é mais antigo que o Universo, mais antigo que qualquer coisa. O tempo foi e é testemunha de tudo.
É como os números Inteiros (\mathbb{Z}), podemos dizer que o Universo nasceu no Momento Zero e expande suas fronteiras por bilhões de números depois (mais precisamente 13,7 bilhões de anos), e, antes do Zero, os números negativos, conta-se a idade do Tempo; soma-se a idade do Universo aos números infinitos antes do Zero. O problema é saber este Número negativo. É simples, porém complexo ao mesmo tempo.
Se soubéssemos este número impossível de descobrir, saberíamos também o Fim do Tempo, do Universo e consequentemente o fim de Tudo. Seria possível prever o último futuro.
Saber que o Tempo existe a mais tempo que o Universo leva-nos a imaginar que antes de Tudo era um ser solitário e que ele deve estar muito feliz por dividir o espaço com o Tudo.
Longa vida ao Tempo.


10 de julho de 2010

Texto de voltas às aulas ou 5 dias na Bolívia

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Um colega meu me disse que eu jamais pisei na Bolívia, ele deve ter razão apesar de acreditar em mim.
Não que eu me vanglorie em ter andado por cinco dias na terra de Simon Bolivar, mas ele, o meu colega, tem razão.
Eu nunca paguei R$ 4,00 por um bilhete para atravessar o Rio Guaporé em Guajará-Mirim, Rondônia, Brasil até Guayaramerín, Beni, Bolívia.
Eu nunca andei numa moto um triciclo com estofado de corações táxi para três pessoas do porto até o Terminal de Buses em Guayaramerín.
Eu nunca bebi Triny de naranja, o refrigerante mais popular da Bolívia depois da Coca-Cola, gostoso, mas acho que me deu diarreia.
Eu nunca comi vários tipos de pão em Riberalta, por não ter achado comida "aceitável" ao meu paladar educado a arroz com feijão.
Eu nunca beijei Silbana Carola na última poltrona às 2 da madrugada num ônibus em meio à Selva Amazônica da Bolívia Ocidental.
Eu nunca conversei com um funcionário da estatal Entel S.A. (Empresa Nacional de Telecomunicações Bolívia), sobre como é fácil comprar entorpecentes (de todos os tipos) em Cochabamba.
Eu nunca troquei palavras em inglês, português e espanhol com Liz Andrea Vaca Saavedra, uma menina do 6º Ano e 10 anos de idade, inteligentíssima que me impressionou ao mostrar que sabe mais da língua inglesa que muitos alunos do 3º Ano do ensino médio no Brasil.
Eu nunca fui barrado pela Interpol (Polícia Internacional) no Terminal Bimodal (estação de Trem e Rodoviária) em Santa Cruz de la Sierra num frio de 12º C.
Eu nunca fiz câmbio de Real (R$) por Boliviano (Bs): R$ 1,00 por Bs 3,50.
Eu nunca paguei Bs 400,00 no Escritório de Imigração de Riberalta por ter "invadido a fronteira" com possibilidade de ser deportado, e depois o agente do escritório de deu uma Permiso para 30 dias.
Eu nunca tirei foto em duas praças de Trinidad com duas bolivianas loucas por tirar "foto", "foto", "foto", "foto", "foto"...
Eu nunca atravessei o Rio Mamoré de balsa todo empueirado depois de passar uma noite inteira dentro de um ônibus desconfortável.
Eu nunca assisti o jogo das oitavas de final da Copa 2010 do Brasil contra o Chile na Praça 24 de Septiembre no centro de Santa Cruz de la Sierra lotado de gente do mundo inteiro.
Eu nunca tomei café (o da Bolívia é um dos melhores das Américas) sentado à beira da estrada em San Vicente bem cedinho e com cara de sono.
Nunca fiz nada disso, aliás, passei minhas férias de junho dormindo, em casa. Nem mesmo quando voltava para o Brasil, eu jamais tive de mostrar todo o conteúdo de minha bagagem à polícia na fronteira, duas vezes por sinal.
É, meu colega tem razão, eu deveria ter continuado no trabalho, assim eu jamais teria passado por experiências tão boas e aproveitáveis, eu jamais teria saído do Brasil, jamais teria conhecido outra cultura tão diferente da minha, ou seja, jamais teria vivido.

11 de maio de 2010

A Libertação do escravos no Brasil por um outro ângulo

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Neste mês de maio faz 122 anos que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que libertou  definitivamente os escravos no Brasil Império. Neste texto vamos falar um pouco sobre este acontecimento com tópicos não muito divulgados desta época escura da História de nosso país. Em início veremos um pouco sobre Joaquim Nabuco, o verdadeiro libertador dos escravos negros, em seguida, o importante papel da Maçonaria na realização deste fato histórico, e por fim, uma crônica criticando o libertos "sem seguro" depois de 1888.

Joaquim Nabuco, o abolicionista

Neste ano de 2010, Joaquim Nabuco que foi Estadista, historiador, jurista, diplomata e segundo alguns sedutor (as mulheres não resistiam a Nabuco) completa 100 anos de sua morte (nasceu em Recife em 19 de agosto de 1849 — Washington, 17 de janeiro de 1910).
Suas lutas partiram da Educação, Reforma Agrária (já na época do Império), a especulação financeira e ainda foi um sedutor incorrigível, dizem até que a princesa Isabel caiu nas suas garras.
Contudo, sua grande luta foi a Libertação dos escravos. Ele que foi o verdadeiro arquiteto do abolicionismo – e não a Princesa Isabel como se ensina nas escolas –, apesar de ter sido educado por uma família escravocrata é um dos maiores heróis brasileiros, filho do Senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo, estudou humanidades no Colégio Pedro II, bacharelou-se em letras (foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras – 1896). Em 1865, em São Paulo fez três anos de Direito e formou-se no Recife, em 1870. Foi adido de primeira classe em Londres, depois em Washington de 1876 a 1879.
Joaquim Nabuco se opôs de maneira intensa à escravidão, lutou tanto por meio de suas atividades políticas, quanto pelos seus escritos, sendo seus principais textos: Um Estadista do Império, biografia do pai e Minha Formação, obra clássica da literatura brasileira, quando viajou pela Europa em 1883 publicou O Abolicionismo em Londres. Era um monarquista esclarecido, escreveu até contra D. Pedro II com panfletário O Erro do Imperador.
Era um monarquista, contudo sua posição política mesclava-se à sua postura abolicionista, criticava a sociedade escravocrata, fez campanha contra a escravidão na Câmara dos Deputados em 1878 e fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira, sendo responsável, em grande parte, pela Abolição em 1888. Para Nabuco, a abolição da escravatura, não deveria ser feita de forma violenta, e sim segura e consciente. Em 1880 fundou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão.
Por 328 anos (de 1560 a 1888), os escravos foram oprimidos no Brasil, e duraria por muito mais tempo se não fosse o Abolicionismo. Nabuco no movimento abolicionista lutou de forma ativa, ainda mais ao perceber que o quadro político da época estava “triste e degradante”: o governo se afundava, as autoridades subornáveis, os partidos rebaixados e desleais, as leis dominadas, a justiça vendida, o Parlamento sem voz, a igreja deixava-se levar por oportunistas.

A maçonaria e a libertação dos escravos

A libertação dos escravos no Brasil foi uma iniciativa dos maçons. A participação da Maçonaria na Lei Áurea, da libertação dos escravos, não foi um ato repentino, e sim precedida de outras leis, como a do Ventre Livre, da não separação familiar, a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros com mais de 65 anos e etc., foram feitos anônimos da Maçonaria, que precedia a situação que ocasionaria economicamente a liberação da força de trabalho do negro, assim como a mais valia que representava então, sobretudo nas grandes fazendas de café, para a implantação da República.
Dentre muitos se destacaram Visconde de Rio Branco, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Eusébio de Queiroz, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Cristiano Otoni, Castro Alves, e muitos outros.
Com a Revolução Industrial Inglesa do século XVIII, abriu terreno para o avanço do capitalismo. Originou-se a produção industrial, onde boa parte de seus proprietários eram maçons. Influenciados pelos maçons ingleses, os brasileiros defendia a libertação dos escravos, pois a visão capitalista exigia o consumo, e o Brasil, como ainda vivia um regime escravocrata não era interessante para os ingleses e capitalistas em geral. Na Europa, para se ter uma idéia, nuca aconteceu o comércio de escravos.
Dom Pedro II, que era maçom, se viu em uma situação delicada. Ou tomava uma atitude contra a escravidão ou entraria em guerra contra a Inglaterra. Assim, em 1850, foi aprovada a lei Eusébio de Queirós pelo próprio Ministro da Justiça Eusébio de Queirós, a qual proibia o tráfico negreiro no Brasil.
Mas a igreja, que era beneficiada pelos senhores de escravo, foi contra a libertação dos negros, tanto que em 1872, D. Vital e D. Macedo, bispos de Olinda e de Belém, respectivamente, seguiram ordens do papa Pio IX, puniram com a excomunhão, religiosos que apoiavam os maçons (membros da maçonaria). Foi até divulgado, por padres maçons, um manifesto em que reafirmavam a compatibilidade entre a atividade religiosa e a Maçonaria.
Enfim, a Abolição da Escravatura em 13 de maio de 1888, graças à Maçonaria, através da Lei Áurea, finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil e comemorada por sete dias. 

Salteadores de 88
Por Antonio César 

Depois de 88, o que eles podiam fazer se não tinham algum tipo de ajuda. Eram rejeitados. Foram literalmente jogados ao mundo. Conhecidos como facinorosos, perambulavam pelo sertão. Eu estive seguindo um bando desses por alguns anos. Nunca perceberam minha presença, ainda bem. Foram anos distorcidos aqueles que passei seguindo os salteadores. Pareciam que estavam se vingando depois de mais de 300 anos de serviços forçados. O Nordeste jamais teria cangaceiros se não fosse esses homens andar por essas terras depois da “liberdade”.
Primeiro foram as moças brancas, eram violadas sem o mínimo de pena. Só podia ser vingança, não consigo imaginar outra coisa. Mas elas eram inocentes, não tinham nada a ver com que seus pais, avôs, bisavôs ou o que seja fizeram no passado. – a gente não paga pelo Pecado original até hoje? – dizia um deles. – Mas elas eram inocentes. – A gente também era. – É a vida não é justa mesmo! Paga quem é inocente. Quem é culpado também.
A maior diversão dos salteadores era quando enforcavam nos ramos das árvores, homens ricos. Até eu fazia torcida quando isso acontecia. Parecida sadismo, mas não era. Isso me lembra Saddam Hussein. Aquele povo se acha o dono da palavra de deus, com d minúsculo mesmo – tem tantos deuses por aí que tenho de generalizar. Então, esse povo aí, o defende, dizem que “sua morte foi uma violação dos direitos humanos”. Direitos humanos? Por que não falam contra os milhões, talvez bilhões de escravos que existem hoje na Ásia? Hoje, em pleno século XXI. Direitos humanos...
Eu defenderia os libertos que assolavam o sertão até meu último suspiro, mas este povo aí, não. Talvez se me pagassem uns 99% de sua fortuna, que sabe?...
Antes de 88, sofriam tortura das mais diversas. Não eram tratados como animais. Animais não são amarrados ao tronco de uma árvore e depois açoitados por horas, sendo repetido isto por dias. Animais não sofrem palmatória – sabia que originalmente a palmatória era castigo para escravos? Eram tratados muito pior que animais. Você castiga seu animal? Tenho certeza que não.
Os salteadores, deveria ter resistido até os dias atuais, deveriam infernizar a vida calma e pacata daqueles que se aproveitam da inocência de humanos que apenas querem viver.

8 de março de 2010

Problema

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8 de fevereiro de 2010

Carta de despedida ou A última verdade ou A vingança de uma ovelha

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Como confiar em alguém cujo pensamento – se é que podemos chamar de pensamento o deste ser – seja unilateral, alguém que segue o senso comum como se fosse a mais pura e verdadeira Ciência? Esta é ELA, a dona da verdade, que um dia diz adorar o verde, no outro é filiada ao vermelho, ELA, que diz em um momento ser a protetora do proletariado e que tudo deve ser divido em partes iguais, mas, porém, contudo, todavia num outro instante “que se danem os pobres” o que é dela é dela. Sim, esta é ela. Não dá para confiar. 
Assim, ELA surge e te fisga, extrai suas entranhas encefálicas, te confunde e te cola em SUA coleção de “selos”. Torna-te parte de um quebra-cabeça, te faz sentir-se um pouquinho importante e te algema a uma sujeição desfundada.  
Só então você se percebe encarcerado e sem chance de fuga, preso numa web de algodão doce. Depois te abandona numa nau à deriva (num lago maior que o Pacífico) e com um furo no casco onde uma calmaria te faz perceber lá no horizonte a tempestade plantada por ELA. 
Em um mundo paralelo, ELA constrói um muro de Titânio e se isenta de SUA responsabilidade, culpa suas próprias presas de SUA anti-desgraça. ELA tem o dom de torcer SEU próprio exoesqueleto e proferir culpas a todos os próximos, esquecendo-se de que para não gritar de dor só precisa não vergar SEUS ossos, só isto. 
Mas aí, uma ovelha se desgarra (se desgarra por que não é ovelha, só ELA a vê como ovelha), pois esta “ovelha” sabe dos planos DELA e que também têm os seus: passar por um portal inter-dimensional, escapar do cárcere inútil e abandoná-LA, deixando-A queimando em SUAS próprias lágrimas de adoçante artificial. 
A arma da “ovelha”? Simples! A mais simples e mortal das armas: O Silêncio. Josh Billings disse uma vez que o silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater, e qualquer coisa ao contrário lembra me uma frase de Charles Chaplin, pois para ele o som aniquila a grande beleza do silêncio. E desta forma a “ovelha” fez o que Ana de Áustria lhe recomendou: Quando a voz de um inimigo acusa, o silêncio de um amigo condena. 
E esperou. E no momento oportuno provou que um dado provérbio indiano tinha razão: quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio. As palavras DELA não foram melhores que o silêncio da “ovelha” e a vingança foi feita e um mundo foi salvo.

11 de janeiro de 2010

Os quatro compromissos Toltecas para 2010

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Existiu um povo que dominou grande parte do México central entre os séculos X a XII denominados Toltecas. Com sua filosofia de fraternidade universal, pretendiam buscar o equilíbrio seguindo quatro "compromissos". Eu, sendo um louco em potencial, toda via, fugaz, pretendo seguir, causa debendi, de maneira duradoura os compromissos que faço comigo, em 2010.
Neste ano que se inicia, aproveitando a onda do politicamente ecológico, tentarei seguir a difícil arte de conviver com as pessoas fazendo uso dos quatro compromissos toltecas. Tentarei ser impecável com minhas palavras revelando meus candidatos nas Eleições gerais, sem medo de repreensão mostrando que meu voto é limpo e darei apenas a quem é igualmente transparente; na Copa do Mundo de Futebol, vou torcer não com o coração, sendo que prevejo que o campeão será o país peninsular espanhol e não o tupiniquim verde e amarelo como todos desejam. Assim a pureza de meus sentimentos estará alinhada com o que sinto.
Não levarei para o lado pessoal quando me insultarem por ignorância, nem quando jogarem lixo no meu quintal, quando deveriam deixar na frente de casa para o lixeiro levar. Coitados, pagam IPTU à toa e nem se dão conta de que 2010 é o ano internacional da Biodiversidade e que a reciclagem está em voga. Ficarei longe tanto das críticas como dos elogios para não produzirem efeitos no meu SER.
Em 2010 darei sempre o melhor de mim, independente das circunstâncias, usarei de energia limpa e renovável; em 21 de dezembro ficarei atento para ver do início ao fim o eclipse total do amor, quer dizer da Lua. Mas não me punirei se acaso não alcançar os resultados que espero.

Tentarei, em 2010, não tirar conclusões, nem sobre os 50 anos de Brasília, nem dos 40 anos da dentuça da Mônica, nem dos resultados do Censo do IBGE, nem do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Maceió, nem mesmo, tirarei conclusões sobre a conclusão da Estação espacial Internacional. Não farei suposição alguma, deixarei os fatos falarem por si, pois contra fatos não há argumentos.
Pois em 2010, se mais desmoronamentos ocorrer, serei bem claro para não haver dúvidas; se sobrar dinheiro e um ou dois amigos - ou desconhecidos - aceitarem, viajaremos à São Paulo para presenciarmos o último show da banda norueguesa A-HA em sua turnê de despedida que é também, despedida de uma era - olha o Pós-modernismo aqui bem rente à sua cara.

4 de janeiro de 2010

Feliz década nova

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Chega finalmente 2010, o ano em que faremos contato. Contato de todas as formas e graus possíveis, afinal estamos no futuro. E agora, o que devemos fazer? Analisar o ano anterior e tentar fazer deste ano novo mais produtivo, mais divertido, melhor em todos os sentidos?
Não, não é bem assim, 2010 não é apenas um ano novo, 2010 é o primeiro ano de uma nova década. E tomara, seja uma década mais aristotélica e menos platônica, como foi a primeira do século 21. O que devemos analisar de fato, é a década que acabou e fazer desta nova década o que deixamos de fazer na anterior – as coisas boas, claro.
Então pensemos: será que o que semeamos no início da década que acabou tornou-se uma colheita próspera? Ou fizemos dos últimos dez anos um simples passar de tempo, presos em rotinas sazonais?
É simples saber. É só olhar nossos resultados, nos perguntar; estamos melhor hoje que há dez anos? Se a resposta for sim, é óbvio que a colheita (...). Mas por outro lado, se sua análise da década se resumir em marasmo e prejuízo, pode desistir ou repense toda a sua vida. Estudamos, trabalhamos, nos divertimos, erramos. Faremos tudo isso outra vez, e faremos mais, viajaremos mais – de carro pelas Américas, quem sabe? –, sorriremos mais – talvez estaremos presentes a um jogo da Copa, assistiremos mais filmes – faremos filmes. Quanto aos erros, como é impossível eliminá-los, diminuiremos o mais que pudermos e ponto.
Envelhecemos muito rápido, não podemos parar no tempo, Mário Quintana já dizia, “quando se vê, passaram-se 50 anos...”. Quando se vê já passou uma década, duas e talvez nem chegue a passar um século e não teremos outra oportunidade, “será tarde demais”. É preciso estarmos atentos às horas, às décadas. Razek Parker, um amigo que há muito não vejo, disse uma vez: quero experimentar tudo, ou quase.
A década que ficou para trás, foi um tempo de achar nosso lugar no mundo, de criar uma direção para o caminho que estamos seguindo desde que nascemos. Foi um período de transição humana – estamos na pós-modernidade. Esta próxima dezena de anos que se inicia será a etapa de por as coisas no lugar e rumar em direção à estabilidade, preparar a nossa vida ao equilíbrio que alguns filósofos denominam estado de harmonia, e os sociólogos costumam chamar de estabilidade.
O prólogo da heterogeneidade do tempo foi vivido e com isso sentimos por todos os lados a explosão de informações dos últimos anos. Agora o que está em voga é apenas – ainda – a introdução do que viveremos nos próximos dez anos. Agora só nos basta, viver.

28 de dezembro de 2009

Ser Racional

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A raça humana, durante toda a existência na Terra precisou e precisa de apenas uma coisa para ser racional: raciocinar. Hoje, depois de tanto tempo (80 mil anos após o último degrau de nossa evolução), a preguiça faz com que a grande maioria dos humanos deixe de raciocinar. Um humano espera que o outro pense por si, e o outro espera que um outro pense por si criando desta forma um “circulo vicioso”.
Nossa Sociedade Humana é fragmentada acerca de idéias vazias sobre tudo. E ainda assim mudamos o mundo desde então, pois alguns humanos racionais e o interesse de outros humanos não tão racionais, mas que estiveram no poder existiu e existe para cultivar condições de existência. Nós criamos nossas condições de existência, não os deuses ou a Natureza. E essas condições podem ser para a criação ou destruição.
Diferentemente dos outros animais, por criarmos condições de existência, podemos ser chamados de racionais. Contudo, se não controlamos nossa libido, somos tão irracionais quanto um animal de circo ou um inseto. A “Grande Massa” é um fato. E esta está dominada pela libido. Na sociedade ela integra a maioria absoluta da coletividade. São alienados, sem vontades e decisões próprias. Sem consciência dos problemas que nos afetam, nem percepção das falhas do Sistema. São como um grande rebanho guiado para o pasto ou para o curral. Isto a torna inferior, igualando-a ou até mesmo tornando-a mais irracional que qualquer outro animal.
Ter a consciência do tempo e do espaço também nos torna humanos racionais, pois é preciso fazer uma reflexão destas dimensões da Natureza, processo pelo qual nenhum outro animal passa. Medimos o tempo em minutos, meses, eras. Medimos o espaço em centímetros, quilômetros, espessuras. Há uma infinidade de medidas para o tempo e espaço que não convém aqui ser citados. Só de pensarmos nesta infinidade, percebemos como é complexo o pensamento racional.
Animais irracionais podem seguir pelo instinto, certos caminhos para completarem seus ciclos. Se um ser humano não toma conhecimento da noção de tempo e espaço e segue seu caminho aparentemente pelo tempo e espaço correto, faz isso tão instintivamente, tão irracionalmente quanto qualquer outro animal da Natureza.
Ser racional é também discernir o real do sobrenatural. Saber distinguir o concreto e não se confundir em fantasias onde a verdade é tão densa quanto um nevoeiro.
Ser racional é não ter medo de se questionar e de questionar quem está aparentemente acima de você.
Ser racional é ser livre de pensamentos impostos pela família, pelos vizinhos, pela igreja, pela escola, pela televisão e por tantas instituições cegas que estão sem saber a serviço dos dominantes que aproveitam a preguiça de humanos irracionais para aumentar cada vez mais as falhas do Sistema.
Ser Racional é saber o que está acontecendo...
Só uma coisa não consigo digerir: os dinossauros. Ah é! Deus não existe. Agora sim entendi.
Então fica definitivamente provado que deus sentou-se e, do barro, fez milhares de dinossaurozinhos, de todos os tipos, só que se esqueceu de citá-los na bíblia, pequeno lapso, coisa sem importância. Chuto meu cérebro pelo chão, pois acho que o prazo de validade de minha vida está vencido.
Alguém me ataca. Opa! Voltamos à inquisição?
Essa época já passou, tenho o direito de agredir qualquer religião, desde que não passe para o lado pessoal, se meus argumentos te agridem, ou você pode furtar meus argumentos ou simplesmente se retirar.
É simples.
Agora calar, não.
Já não bastam os dois mil anos calado ouvindo baboseiras da boca de padres, bispos e outros fanáticos religiosos?
Não se pode confundir crítica com falta de respeito.
Pois bem, eu critico e nem por isso eu deixo de respeitar a religião dos outros. Não se deve confundir crítica à religião dos outros com intolerância religiosa.
Nesse país têm sim pessoas que praticam intolerância religiosa, que usam de expressões ofensivas contra a religião alheia, insultos e outras coisas. Mas não é todo mundo aqui que é assim, ainda bem.
E o questionamento é uma coisa que deve fazer parte da vida das pessoas. Aliás, O senso crítico faz parte de uma boa educação.

21 de dezembro de 2009

Pós-modernidade

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Uma imagem me chamou atenção enquanto assistia um jornal na televisão. Imagina um pastor evangélico vestindo uma camisa de time de futebol falando sobre comida chinesa. Uma verdadeira pintura da pós-modernidade, época atual em que estamos vivendo e que ninguém ainda denominou.
Quando eu era criança, ainda em Rondônia, lembro que um menino crente – ainda não tinha pegado a moda de serem chamados de evangélicos – adorava jogar futebol na rua com a gente, mas sempre escondido, por que menino crente, na época, não podia Jogar futebol, menina crente não podia andar de bicicleta, televisão então, totalmente fora de cogitação para toda a família.
Hoje, na pós-modernidade, tudo se misturou, qualquer um pode ser qualquer coisa. Aliás, a mistura, também chamada de heterogeneidade, é uma das principais características da pós-modernidade e quando eu vi o pastor, torcer como qualquer outra pessoa por um time do coração, percebi que nossos dias atuais são outros bem diferentes de quando eu era criança, além disso, ele, o pastor, falava de comida chinesa, que nem em filme de Bruce Lee eu via (em minha época de criança, claro). É a globalização agindo, colocando tudo dentro de um liquidificador e batendo para deixar em todo lugar um pouquinho de todo lugar.
E por falar em comida chinesa, hoje é mais fácil comer comida chinesa do que se imagina, nem precisamos ir à China para tal ato, qualquer cidade tem um restaurante de comida chinesa, comida árabe, alemã, tailandesa.
Vivemos numa época em que tudo é mais fácil que andar para trás. Todo mundo têm telefone celular, qualquer criança sabe usar um computador (este, um eletrodoméstico tão comum e tão barato hoje), com a Internet você pode falar com qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta. É o futuro. E muitos de nós nem percebeu isso. Se revemos aquele filme de ficção científica (que adorávamos em nossa infância) achamos tudo retrô e ultrapassado, nem parece mais filme de ficção científica.
O mundo mudou, nós também temos de mudar, temos de acompanhá-lo, temos de fazer um upgrade de atualizações todos os dias, fazer um download de informações sempre que a banda larga de nossas cabeças permitir, afinal estamos na era da informação e tudo está ao nosso alcance e tudo, ou quase tudo, é permitido, até torcer por um time do coração, comer comida estrangeira (que nem é mais tão estrangeira), participar da igreja que desejar, ouvir todo tipo de música que seus ouvidos pedirem e não se sentir um estranho ou achar que está fazendo a coisa errada.
Só uma coisa não pode agora que estamos na pós-modernidade, se confundir com tanta informação diversa que nos são arremessadas todos os dias de todos os cantos do campo.

14 de dezembro de 2009

Minha visão do Feedback

1 opiniões
Quando falam em feedback, fantasiam bons relacionamentos entre pessoas, principalmente em empresas, mas que também pode ser usado na relações do dia a dia em qualquer lugar. E eu levo a sério esta maneira de tratar as pessoas. Comigo é assim mesmo no feedback: se me tratam bem, eu os trato muito bem, se me tratam mal, eu os trato muito mal. É como dizem: “lei da ação e reação”. E não adianta chorar, chamar de mal educado. Estou-me “lixando”.
Ah! Mas tem de viver em harmonia com as pessoas, dizer: bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, por favor. Eu digo tudo isso e muito mais, para quem merece. Mal educado comigo cria câncer no cérebro, de raiva. Isso me lembra uma máxima – que eu pessoalmente acho o máximo – onde se diz si mihi perget quæ volt dicere, ea quæ non volt audiet, ou seja, quem fala o que quer, ouve o que não quer. Acham que estou atacando alguém? Não. Só estou dizendo o que penso.
Não quero ir para o Céu, mesmo porque não acredito no Céu. Pecado? Até Jesus pecou. Prefiro falar verdades. Só que verdades na maioria das vezes não são bem quistas. O povo não gosta de ouvir verdades. Fazer o que?! A verdade dói! E daí?
Coração de pedra, eu? Acho que não. Acho que é de carne e veias mesmo. Expressões chulas são preferíveis deixar para os sentimentais. Gosto mais da racionalidade. É a vida: uns pensam e outros choram. Para isso nem precisam de cérebro.
Então se você gosta de mim e me trata bem, gosto de você e tento te tratar melhor ainda. Se você não gosta de mim, se está de mau humor, se me acha mal educado, problema seu. Repito: estou me lixando. Não preciso de você mesmo. Por isso, pense, mas pense sempre no feedback.
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