28 de dezembro de 2009

Ser Racional

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A raça humana, durante toda a existência na Terra precisou e precisa de apenas uma coisa para ser racional: raciocinar. Hoje, depois de tanto tempo (80 mil anos após o último degrau de nossa evolução), a preguiça faz com que a grande maioria dos humanos deixe de raciocinar. Um humano espera que o outro pense por si, e o outro espera que um outro pense por si criando desta forma um “circulo vicioso”.
Nossa Sociedade Humana é fragmentada acerca de idéias vazias sobre tudo. E ainda assim mudamos o mundo desde então, pois alguns humanos racionais e o interesse de outros humanos não tão racionais, mas que estiveram no poder existiu e existe para cultivar condições de existência. Nós criamos nossas condições de existência, não os deuses ou a Natureza. E essas condições podem ser para a criação ou destruição.
Diferentemente dos outros animais, por criarmos condições de existência, podemos ser chamados de racionais. Contudo, se não controlamos nossa libido, somos tão irracionais quanto um animal de circo ou um inseto. A “Grande Massa” é um fato. E esta está dominada pela libido. Na sociedade ela integra a maioria absoluta da coletividade. São alienados, sem vontades e decisões próprias. Sem consciência dos problemas que nos afetam, nem percepção das falhas do Sistema. São como um grande rebanho guiado para o pasto ou para o curral. Isto a torna inferior, igualando-a ou até mesmo tornando-a mais irracional que qualquer outro animal.
Ter a consciência do tempo e do espaço também nos torna humanos racionais, pois é preciso fazer uma reflexão destas dimensões da Natureza, processo pelo qual nenhum outro animal passa. Medimos o tempo em minutos, meses, eras. Medimos o espaço em centímetros, quilômetros, espessuras. Há uma infinidade de medidas para o tempo e espaço que não convém aqui ser citados. Só de pensarmos nesta infinidade, percebemos como é complexo o pensamento racional.
Animais irracionais podem seguir pelo instinto, certos caminhos para completarem seus ciclos. Se um ser humano não toma conhecimento da noção de tempo e espaço e segue seu caminho aparentemente pelo tempo e espaço correto, faz isso tão instintivamente, tão irracionalmente quanto qualquer outro animal da Natureza.
Ser racional é também discernir o real do sobrenatural. Saber distinguir o concreto e não se confundir em fantasias onde a verdade é tão densa quanto um nevoeiro.
Ser racional é não ter medo de se questionar e de questionar quem está aparentemente acima de você.
Ser racional é ser livre de pensamentos impostos pela família, pelos vizinhos, pela igreja, pela escola, pela televisão e por tantas instituições cegas que estão sem saber a serviço dos dominantes que aproveitam a preguiça de humanos irracionais para aumentar cada vez mais as falhas do Sistema.
Ser Racional é saber o que está acontecendo...
Só uma coisa não consigo digerir: os dinossauros. Ah é! Deus não existe. Agora sim entendi.
Então fica definitivamente provado que deus sentou-se e, do barro, fez milhares de dinossaurozinhos, de todos os tipos, só que se esqueceu de citá-los na bíblia, pequeno lapso, coisa sem importância. Chuto meu cérebro pelo chão, pois acho que o prazo de validade de minha vida está vencido.
Alguém me ataca. Opa! Voltamos à inquisição?
Essa época já passou, tenho o direito de agredir qualquer religião, desde que não passe para o lado pessoal, se meus argumentos te agridem, ou você pode furtar meus argumentos ou simplesmente se retirar.
É simples.
Agora calar, não.
Já não bastam os dois mil anos calado ouvindo baboseiras da boca de padres, bispos e outros fanáticos religiosos?
Não se pode confundir crítica com falta de respeito.
Pois bem, eu critico e nem por isso eu deixo de respeitar a religião dos outros. Não se deve confundir crítica à religião dos outros com intolerância religiosa.
Nesse país têm sim pessoas que praticam intolerância religiosa, que usam de expressões ofensivas contra a religião alheia, insultos e outras coisas. Mas não é todo mundo aqui que é assim, ainda bem.
E o questionamento é uma coisa que deve fazer parte da vida das pessoas. Aliás, O senso crítico faz parte de uma boa educação.

21 de dezembro de 2009

Pós-modernidade

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Uma imagem me chamou atenção enquanto assistia um jornal na televisão. Imagina um pastor evangélico vestindo uma camisa de time de futebol falando sobre comida chinesa. Uma verdadeira pintura da pós-modernidade, época atual em que estamos vivendo e que ninguém ainda denominou.
Quando eu era criança, ainda em Rondônia, lembro que um menino crente – ainda não tinha pegado a moda de serem chamados de evangélicos – adorava jogar futebol na rua com a gente, mas sempre escondido, por que menino crente, na época, não podia Jogar futebol, menina crente não podia andar de bicicleta, televisão então, totalmente fora de cogitação para toda a família.
Hoje, na pós-modernidade, tudo se misturou, qualquer um pode ser qualquer coisa. Aliás, a mistura, também chamada de heterogeneidade, é uma das principais características da pós-modernidade e quando eu vi o pastor, torcer como qualquer outra pessoa por um time do coração, percebi que nossos dias atuais são outros bem diferentes de quando eu era criança, além disso, ele, o pastor, falava de comida chinesa, que nem em filme de Bruce Lee eu via (em minha época de criança, claro). É a globalização agindo, colocando tudo dentro de um liquidificador e batendo para deixar em todo lugar um pouquinho de todo lugar.
E por falar em comida chinesa, hoje é mais fácil comer comida chinesa do que se imagina, nem precisamos ir à China para tal ato, qualquer cidade tem um restaurante de comida chinesa, comida árabe, alemã, tailandesa.
Vivemos numa época em que tudo é mais fácil que andar para trás. Todo mundo têm telefone celular, qualquer criança sabe usar um computador (este, um eletrodoméstico tão comum e tão barato hoje), com a Internet você pode falar com qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta. É o futuro. E muitos de nós nem percebeu isso. Se revemos aquele filme de ficção científica (que adorávamos em nossa infância) achamos tudo retrô e ultrapassado, nem parece mais filme de ficção científica.
O mundo mudou, nós também temos de mudar, temos de acompanhá-lo, temos de fazer um upgrade de atualizações todos os dias, fazer um download de informações sempre que a banda larga de nossas cabeças permitir, afinal estamos na era da informação e tudo está ao nosso alcance e tudo, ou quase tudo, é permitido, até torcer por um time do coração, comer comida estrangeira (que nem é mais tão estrangeira), participar da igreja que desejar, ouvir todo tipo de música que seus ouvidos pedirem e não se sentir um estranho ou achar que está fazendo a coisa errada.
Só uma coisa não pode agora que estamos na pós-modernidade, se confundir com tanta informação diversa que nos são arremessadas todos os dias de todos os cantos do campo.

14 de dezembro de 2009

Minha visão do Feedback

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Quando falam em feedback, fantasiam bons relacionamentos entre pessoas, principalmente em empresas, mas que também pode ser usado na relações do dia a dia em qualquer lugar. E eu levo a sério esta maneira de tratar as pessoas. Comigo é assim mesmo no feedback: se me tratam bem, eu os trato muito bem, se me tratam mal, eu os trato muito mal. É como dizem: “lei da ação e reação”. E não adianta chorar, chamar de mal educado. Estou-me “lixando”.
Ah! Mas tem de viver em harmonia com as pessoas, dizer: bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, por favor. Eu digo tudo isso e muito mais, para quem merece. Mal educado comigo cria câncer no cérebro, de raiva. Isso me lembra uma máxima – que eu pessoalmente acho o máximo – onde se diz si mihi perget quæ volt dicere, ea quæ non volt audiet, ou seja, quem fala o que quer, ouve o que não quer. Acham que estou atacando alguém? Não. Só estou dizendo o que penso.
Não quero ir para o Céu, mesmo porque não acredito no Céu. Pecado? Até Jesus pecou. Prefiro falar verdades. Só que verdades na maioria das vezes não são bem quistas. O povo não gosta de ouvir verdades. Fazer o que?! A verdade dói! E daí?
Coração de pedra, eu? Acho que não. Acho que é de carne e veias mesmo. Expressões chulas são preferíveis deixar para os sentimentais. Gosto mais da racionalidade. É a vida: uns pensam e outros choram. Para isso nem precisam de cérebro.
Então se você gosta de mim e me trata bem, gosto de você e tento te tratar melhor ainda. Se você não gosta de mim, se está de mau humor, se me acha mal educado, problema seu. Repito: estou me lixando. Não preciso de você mesmo. Por isso, pense, mas pense sempre no feedback.

Ser ou Não Ser de Ninguém?

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Cada vez mais a Mulher vem se destacando em posições onde o Homem era tido imprescindível a tal posição e vejo isso com louvor. Hoje tudo é tão banalizado, tão massificado, tão descartável. As vezes parece-me que as pessoas perderam o conhecimento literal de tais Palavras e mais ainda o conhecimento e a devida interpretação de tais Sentimentos. Onde Palavras e Sentimentos tem valores ditados pela mídia fazendo moda de tudo o que possa mover uma Matilha, dizendo de forma subliminar ou mesmo escrachada que isso ou aquilo "vai trazer a felicidade" ou "que sem isso você é nada" e etc. As coisas são apresentadas como que escritas sem vírgulas, veja só:

"Se o Homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro."

Tem dois lugares onde posso colocar a vírgula e mudar quem tem o valor nessa história. Mas a mídia a coloca onde bem entender.
Hoje todos se vangloriam de quantos(as) pegou, partilham de assuntos do íntimo como um horóscopo do dia, fazem mesmo sabendo que é errado, não querem ser de ninguém mas querem ser de todo mundo. Se tem um Homem que pega todas é visto com "bons" olhos, as vezes até mesmo por Mulheres. Se uma Mulher que pega todos é vista com olhos "não tão bons", mas parece que elas estão lutando para mudar o valor disso e serem vistas como os Homens também. No entanto não só Mulheres, pois os Homens perderam o seu devido valor e vejo que elas seguem o mesmo caminho. Não que esteja generalizando, é que tudo hoje parece uma rede de interesses nada recíprocos. Procuram um tipo de felicidade individual e o materialismo e o status são coisas primárias para dar início a um relacionamento do tipo "individual", pois esse é o tipo de relacionamento que mais se encontra no bar da esquina, faculdades, igrejas ou em qualquer balada na Night. Banalizaram tudo, banalizaram o "Eu Te Amo", banalizaram as "Rosas Roubadas", banalizaram as "Serenadas", banalizaram as "Cartas de Amor", banalizaram cada um de nós e não estamos nem aí para isso. Ingenuidade pode até ser falta de Esperteza, mas dizer que é Esperto quem se aproveita da ingenuidade de outros é falta de inteligência e um tremendo desrespeito. Vez ou outra vemos por aí falando que o povo brasileiro é esperto. Pode até ser, mas tá faltando inteligência. A internet é uma das maravilhas nesse mundo, pode ser destrutiva ou construtiva depende de quem a usa. É comum encontrarmos comunidades ou fóruns sobre determinados assuntos com alguns cliques e se você se interessar basta entrar. Imagino a mesma coisa quanto se procura a "Cara Metade", tem que ser alguém interessante de acordo com a expectativa de cada um, mas aí vem aquela coisa, banalizaram todos, você se cansa de procurar, acaba banalizando seus interesses e fica assim, "como alguns cliques". na esperança de encontrar "algo que se preze". A internet tem disso filtra o que você quer, pois acaba criando um convívio virtual com pessoas que dispões de ideias parecidas com as suas mesmo que a grandes distâncias, mas fazer isso no mundo real é bem mais complicado.
Existem coisas que são praticamente congênitas, são conselhos, são erros de outros, são "fatos históricos", mas ainda assim é como se cada um quisesse provar desse gosto. Não precisa errar para descobrir que é errado se sabe que isso é errado. Errar sim, mas quando se tem certeza que isso vale a pena. São inúmeros fatores que pesam numa tomada de decisão. Pessoas pode mudar de comportamento, alguém que podia ser considerado não tão interessante, passa ser dependendo das circunstâncias, vai que fulano(a) se apaixonou a primeira vista e ficou ainda mais enamorado ao conhecer-lá de tal forma que resolve mudar o seu comportamento e revê seus valores? Outra coisa é impor limites a corpo de alguém, ainda mais quando é sexualmente ativo, e esse sim acho que deveriam se dar o devido valor, pois a gente nem sempre encontra quem mereça as nossas palavras, não admira que custe a encontrar quem mereça o nosso corpo. Entre tanto cada um cada cuida do que tem da forma como quer.
Tudo isso é tão complicado, o Amor é tão complicado, mas banalizaram ele e agora parece mercadoria a granel. Não é válido alguém para chamar de "Meu Amor", mas sim Alguém.



O título é o nome de uma crônica do Arnaldo Jabour e recomendo a todos.

7 de dezembro de 2009

Dois cães furiosos e um desesperado entre eles

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Enquanto escrevo este texto, sinto cheiro de sangue de cachorro e ouço a respiração acelerada de dois furiosos animais desejando unicamente a morte um do outro. Tremo depois do acontecido poucos minutos antes de digitar estas palavras.
Eu disse num texto anterior sobre o meu cachorro – Luke Skywalker – pular o muro para dar suas voltas pelas ruas do bairro sem minha permissão. Bom, um dos meus vizinhos tem um cão com o mesmo dom pelas alturas, e igualmente feroz.
Num domingo de dezembro estava eu fazendo aquela limpeza de papeis que jogamos alguns no lixo e outros deixamos para jogar na próxima limpeza, quando ouvi no fundo do quintal sons que parecia briga de cachorros. Mas como se só tenho um cão em casa? perguntei. Corri imediatamente e vi, o Luke e o enorme cão branco do vizinho tentando arrancar o pescoço um do outro. Tentei sem sucesso separar o dois com gritos, um pedaço de madeira e um pouco de desespero.
Sem saber o que fazer, fiquei aliviado quando o cão do vizinho caiu na fossa que estava por causa das chuvas entreaberta, e por sorte dele quase seca, servia apenas para escoar a água da pia que quase nunca era usada por preguiça de não lavar a louça. Tremendo peguei a corrente, amarrei o Luke e coloquei-o dentro de casa, tranquei todas as portas e corri para a casa do vizinho pedir ajuda. Para azar meu, que pretendia andar um pouco à toa à tarde, não tinha ninguém em casa, eu soube que o rapaz fora fazer a prova do ENEM, iria demorar um pouco.
Voltei correndo, lembrei que não tinha trancado uma das janelas receando uma fuga do Luke para o quintal e consequentemente para o outro animal nada amigável. Antes de abrir o portão eu temia que o cão branco estivesse escapado de sua armadilha e poderia estar andando pelo quintal, não a minha espera, mas não queria arriscar. Averiguei. Não tinha perigo. Entrei em casa, tranquei a janela, o cheiro de sangue penetrava todos os cômodos e o Luke arrastava a corrente rosnando pela cozinha, eu percebia enorme vontade dele de se encontrar com o outro para terminar o que começaram.
Eu gostaria apenas que o cão branco saísse da fossa e fosse embora, eu me sentia uma criancinha abandonada, eu é que não ia mexer com o cão branco do vizinho, não estava disposto a levar uma mordida. Em determinado momento achei que ele tinha saído do buraco e estava andando pelo quintal, a sensação de estar ilhado era assustadora, nem Internet eu tinha, meu telefone estava sem crédito e com a bateria descarregada, até a televisão que não era minha, pegava apenas um canal: imagem ruim e programa horrível.
Mas, como todo e qualquer problema, foi resolvido, quase à noite quando o dono do cão branco chegou. Então fui dar minha volta à toa e todos viveram felizes para sempre, alguns com um pouco de sangue no pelo, claro.

1 de dezembro de 2009

Licenciado, Bacharel ou mais um de Nível Superior?

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Ah... Educação. Lastimável Educação, uma Fábrica que deveria ser privatizada. Proveniente de ferramentas operadas por Operários (docentes), sem o menor interesse em produção de qualidade, e um Coletivo (estudantes) onde cada qual pensa apenas em si. Devo dizer que temos Majestosos Operadores e um outro no Coletivo que saíram da Fábrica com "defeito", visto que um professor de qualidade nesse caso é um "defeito".
Como pode em um curso superior que "visa" a formação de "dignos" professores, onde temos Operários providos grande de capacidade intelectual, mas sem um mínimo de empenho em executar os operações que seguem uma ementa que ainda por cima é falha o que será então de um Operador que não está
"nem aí para a bagaça". E como se tudo isso não bastasse há também o Coletivo que está confortavelmente acomodado na situação dos 5,4% da população de estudantes (gráfico ao lado) que são a "nata" da sociedade detentores, ou logo serão, de um "canudo" do qual vai ajudá-los galgar uns Reais a mais na sua folha de pagamento, não que isso seja errado de forma alguma, no entanto o que me engasga é que se estamos em uma Linha de Produção para professores como produto final que logo estarão nas escolas dos Consumidores (cidadãos). Só que o Coletivo, pelo menos me parece, esquece que também é um Consumidor desse produto de inevitável consumo. Agora o que se passa com o Coletivo para dar cada vez mais abertura para o lançamento de produtos extremamente defeituosos nas escolas dos Consumidores? Situações como "eu tô aqui só por causa do canudo" ou "talvez exerça a profissão" é muito comum em cursos que visam uma coisa diferente da ideia de esse individuo. Até aí tudo bem se ele não quer seguir a profissão que é de acordo com o proposto pelo curso, mas não venha contribuir para a "reparável" falha que persiste na Linha de Produção. Estamos jogando todo o FNDE pelo ralo.
Imagino que se estamos em um curso para formação de professores temos que tirar todo o proveito e exigir por melhores condições para uma formação de qualidade. Veja só o que temos, um Coletivo que não deixa de ser Consumidor e Operadores que deixam os ventos levarem, claro que não quero generalizar, mas como explicar se não temos melhorias na Linha de Produção, então fica bem próximo do geral, não é?
Quem tem o poder de começar a fazer a diferença é o Coletivo e ainda mais o Consumidor ligando para o SAC dessa Fábrica mesquinha e exigir a reposição do produto defeituoso.


"Nos querem todos iguais. Assim é mais bem fácil nos controlar."

30 de novembro de 2009

Como não pegar Câncer

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Rir é o melhor remédio, dizem. E concordo, mas é um remédio preventivo, pois ele previne que nos tornamos doentes e hipocondríacos quando deveríamos estar vivendo. E viver é o que devemos fazer. Muitas pessoas não vivem, sobrevivem, isso acaba com qualquer sentido que damos para a vida.

Um dia, você pode acordar com um câncer ou uma “doença de verdade” e será tarde demais para prevenir o que já aconteceu. Voltar no tempo não dá, nenhum “cientista louco” ainda não inventou um Delorean, e talvez nunca inventará. Então, ria de sua desgraça, se seu braço se deslocar ria, faça uma piada, a dor até diminui, e seus anticorpos agirão mais rápido na cura, ou quase cura.

Alguém disse uma vez, não me lembro quem, que o dia em que não demos uma risada, não valeu a pena. Então faça seu dia valer. Já que você está aqui, aproveite, curta a festa que é viver e deixe os problemas se resolverem ou resolva-os de uma vez. Pare de se lamentar e se fazer de vítima de você mesmo.

A pior coisa que pode acontecer com uma pessoa é passar por aqui e não fazer nada que valha a pena. Isto é ser um ser descartável e inútil, é ser alguém que está ocupando o lugar de outro que poderia estar descobrindo a cura de doenças incuráveis, poderia estar pulando de bung jump, poderia estar lendo Cem Anos de Solidão, poderia estar namorando um ente amado, poderia estar filmando nuvens de uma tarde clara e quente, poderia estar vivendo.

Não seja descartável e inútil, não seja doente, ocupa seu lugar da forma como deve ser ocupado, faça algo de útil, nem precisa ser para a humanidade, pode ser a você mesmo, por que se você ficar doente por preguiça de viver, não me peça ajuda, este é o preço que se paga por fazer da vida um saco plástico de mercado onde se encherá de lixo sem nenhuma utilização posterior. O lugar posterior é o lixão, ou, o cemitério.

Eu não quero pegar nenhum câncer, quero viver até me tornar um velho sábio que passou pelas mais espetaculares experiências que uma pessoa pode viver. Quero olhar para trás e ver que o meu passado foi vivido, e não sobrevivido.

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