3 de abril de 2010

10 tecnologias que se tornaram ultrapassadas

10 opiniões
Eles já foram o que havia de mais atual no mercado da tecnologia. Quem já ouviu walkman ou usou um disquete não imaginava que essas “maravilhas modernas” ficariam ultrapassadas algum dia. Relembre os itens que ficaram na história:
Por Veronica Deviá

10. Monitor de tubo 
Quem ainda não tem, já colocou na lista de futuros planos de consumo uma TV de LCD. Não só pela qualidade da imagem, mas pelo aproveitamento de espaço, já que a tecnologia usada nestes aparelhos dispensa o ultrapassado monitor de tubo, que nasceu com os primeiros televisores - e também computadores. Ele não pode ser considerado totalmente obsoleto, porque ainda é muito comum nas casas brasileiras, mas está sendo substituído com tanta rapidez, que já entrou em um estado de convalescença sem retorno. Com ele, vão-se brincadeiras como eriçar os pelos do braço com o campo magnético emitido pela tela da TV - efeito que não acontece na de cristal líquido.

9. Toca-disco 
Numa era em que os MP 3, 5, 10 e iPods de todos os tipos estão passando para trás os até então insuperáveis CDs, o que dizer dos antigos toca-discos? Primeiro, que as gerações mais novas sequer passaram pela experiência de colocar os “bolachões” nas pouco práticas vitrolas, cuja agulha soltava um chiado característico ao tocar o LP e o ouvinte tinha de prestar atenção nas linhas divisórias para acertar a faixa da música desejada. Hoje, limitam-se a ser artigos de colecionadores e objetos de nostalgia dos saudosos anos 80 e 90 - quando um aparelho de som para ser bom mesmo deveria ter o toca-discos acoplado.

8. Secretária eletrônica 
Antes dos celulares se tornarem item obrigatório de 99% da população mundial, ficava a cargo da secretária eletrônica ou do vizinho “anotador de recados” a função de avisar que alguém havia ligado. A secretária, claro, dispensava favores e estava disponível todo o tempo - ou até encher a fita cassete. A mensagem padrão “Deixe seu recado após o sinal” ainda hoje é reproduzida nas caixas postais da maioria dos telefones móveis. Quem ainda conta com esse tipo de tecnologia nos telefones de casa usa modelos digitais, semelhantes às dos celulares.

7. Fax 
Quando só se podia contar com os correios para enviar qualquer correspondência e era necessário esperar dias e até semanas para receber um retorno, o fax surgiu como uma grande inovação. Afinal, bastava fazer uma ligação normal para que a pessoa do outro lado da linha recebesse uma cópia da sua mensagem imediatamente. Com a chegada da internet, porém, o aparelho só vem perdendo espaço, já que ligar, pedir o sinal de fax e inserir folha por folha da mensagem que deseja passar chega a ser uma eternidade se comparado à velocidade - e à segurança - proporcionada pelos e-mails.

6. Walkman 
O walkman permitiu que o prazer de ouvir seu som preferido extrapolasse as paredes de casa. É o precursor dos “MP todos” e, quando foi apresentado ao mundo há mais de 30 anos, a sensação de ouvir sua música com fones de ouvido em qualquer lugar superava o contratempo de ter que voltar a fita cassete - no próprio aparelho ou com uma clássica caneta - caso quisesse um replay da música. O coordenador do grupo japonês que criou o aparelho apostava na venda inicial de 100.000 unidades. Não chegou nem perto na previsão: cerca de 1,5 milhão walkmans foram comercializados.

5. Pager
Também chamados de bipes - em referência óbvia ao som que emitiam ao receber uma mensagem -, esses aparelhos portáteis fizeram as vezes de “secretária eletrônica ambulante” antes da chegada dos celulares. Era a maneira mais eficaz de enviar um recado urgente, que a pessoa retornava assim que encontrasse algum telefone disponível. Mas, para quem enviava a mensagem, a eficiência não era tanta, já que era preciso entrar em contato com uma central telefônica, que recebia e encaminhava o texto ao destinatário.

4. Máquinas Polaroid
No tempo em que, para conferir como havia ficado uma foto, a única saída era levar o filme a um laboratório fotográfico e esperar a revelação - que levava, no mínimo, 24 horas -, as máquinas Polaroid chegaram com a “mágica” da instantaneidade. Afinal, além de não precisar completar um filme todo - de 12, 24 ou 36 poses - para revelar as fotos, você ainda contava com a sensação de ver o papel branco ganhar formas e cores (um pouco opacas, é verdade). A câmera maior e mais pesada nem era motivo de incômodo diante de tamanha novidade, superada pelas máquinas digitais que levaram a fabricante da Polaroid à falência em 2008.

3. Videocassete
O videocassete levou pela primeira vez o cinema para a casa de todos. Qualquer filme estava à disposição em uma das muitas locadoras de vídeo que se proliferaram pelos bairros das grandes e pequenas cidades - onde era de bom tom devolver a fita rebobinada. Nas VHS ainda era possível gravar programas da TV para assistir e reassistir quantas vezes desse vontade. Também eram em volta do videocassete que as famílias se reuniam para assistir a algum evento gravado pelo parente que tinha uma filmadora. Hoje em dia, a missão dessas pessoas é encontrar um dos muitos profissionais que surgiram oferecendo passar essas lembranças para um - bem mais seguro - DVD.
2. Disquete
Pen drive? Isso não era nem uma miragem quando as pessoas começaram a sentir necessidade de armazenar as acumuladas informações em seus computadores para dar espaço a outros milhares de dados que estavam esperando sua vez para serem registrados. Só restava o disquete - um disco magnético com capacidade de míseros megabytes - o que, para a época, era uma imensidão de memória. Frágeis, tinham uma vida útil não muito longa: aproximadamente cinco anos, tempo que a fita magnética sobrevivia.

1. Máquina de escrever
Ter um curso de datilografia era um diferencial e pré-requisito, nos anos 70 e 80, para se obter um bom emprego. Mas de prática a máquina de escrever não tinha nada. Além do peso, só permitia uma folha por vez e não era compassível com erros - se fosse algum documento importante, você teria que recomeçar a digitação desde o início. Não à toa foram patroladas pela tecnologia dos computadores e toda a rapidez e eficiência que surgiu a partir da era da informática. Hoje, não passam de peças de museus para marcar o cenário de determinada época.

Fonte: Veja.com

10 opiniões:

  • terça-feira, 06 abril, 2010

    Poxa cara... faltou a Agenda eletronica né. Acho que quase todo mundo queria ter uma dakels e te corrigindo o toca disco pode ser veiomas acredite outro dia eu fui a uma loja e la tinha um da Pionner por 2 mil véio rsrs entao nm estou obsoleto com meu gradiente 3 em 1 que tenho aki rsrs

  • terça-feira, 06 abril, 2010

    É verdade Peter, eu mesmo queria ter uma Agenda Eletrônica, pena que naquela época eu não tinha dinheiro. Quanto ao toca-disco, dizem até que o som dele é melhor que o som do mp3.

  • terça-feira, 06 abril, 2010

    O toca-discos, ao contrário do que foi propagado nos últimos anos, voltou com tudo. Quem conhece som de verdade sabe que os mp3, mpX não conseguem armazenar os graves e até mesmo os médios de maneira convincente, e, contrariando a história de que o CD era quem tinha o som puro, duvido que algum maestro (que, por consequência é um grande conhecedor de qualidade sonora) troque um disco de vinil por um cd qualquer.
    E quanto aos monitores, acredito que troca-se tanto um CRT (cathodyc ray technology - tecnologia de raios catódicos) por um LCD pelo mesmo marketing que prega que os LCDs são melhores que os "trambolhos" dos monitores CRT. Na verdade, um monitor LCD distorce (ainda que pouco) a qualidade das cores, ao passo que um monitor CRT traz uma imagem muito mais próxima da cor real. São tecnologias diferentes, para a indústria é importante modernizar o parque de equipamentos vendidos e instalados, e assim, dispensa-se um produto muito bom, gerando um lixo tecnológico que nenhum país consegue desovar, e lança-se mão de equipamentos que devarão ter vida útil inferior aos antigos, mas, que, talvez por isso mesmo, sejam mais interessantes para quem fabrica.

  • terça-feira, 06 abril, 2010
    Wag :

    Na Boua! Eu sou 1000 Vezes um Monitor de Tubo de 17" do que um LCD de 22"! A Qualidade das Cores é Muito Superior..ainda falta Muito pra qualidade das LCD's se Igualarem com os Monitores de Tubo T_T!
    Eu ja Usei os dois tipos pra Games e Afirmo! Monitor dee TUBO é bem melhor pra Jogar ;D

  • terça-feira, 06 abril, 2010
    Anônimo :

    Bobagem essa discussão sobre monitores. Vocês viram o limite tecnológico dos monitores CRT cuja tecnologia evoluiu, como tela de computador, desde os anos 60.
    Esperem mais uns 10 anos pra ver o que o LCD, ou OLEDs ou AMOLEDs poderão ser capazes no que diz respeito às cores.

  • quinta-feira, 08 abril, 2010
    Sasha :

    Você é que pensa que fax está obsoleto! Bancos e empresas ainda resolvem MUITAS coisas assim e o fax acaba se tornando mais prático do que escanear um documento e anexar a um email. Ainda acho fax uma coisa incrível e pretendo ter um na minha casa, com certeza.

  • terça-feira, 18 maio, 2010

    Olá! Muito legal o blog e este post realmente está show! Mas falar de tecnologias ultrapassadas apenas num top 10 é complicado... lendo o seu texto, me lembrei de coisas que hoje em dia são peças de museu ou estão cada vez mais amareladas na memória das pessoas.

    É o caso do telegrama (alguém ainda usa isso?) ou do telex (que deve ter ficado poucos anos na ativa, até inventarem o fax), sem contar outros exemplos que o pessoal falou aí, como a agenda eletrônica.

    Valeu!

  • quinta-feira, 20 maio, 2010

    Pois é... Somos todos do século passado MESMO. o.O
    Ou pior: do milênio passado!

  • quarta-feira, 03 novembro, 2010
    Anônimo :

    Só a título de conhecimento: aqui na Alemanha ainda se encontram fitas VHS, toca discos, filmes fotográficos, fax e secretária eletrônica pra vender. Em lojas normais e NÃO são produtos usados.

    Ultrapassada pra quem segue padrões norte americanos.

    Ah. E esse negócio de o "mundo fala inglês" não é regra por aqui tb. Só fala inglês de verdade quem quis estudar "por fora", assim como os brasileiros.

    Pra quem quer viver aqui deve-se falar alemão. A menos que queira ficar dependendo de outros para ir no mercado ou outra coisa banal.

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